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Israel não se retirará de território no Líbano, diz ministro da defesa

Israel não se retirará do território no Líbano, afirma o ministro da Defesa, após acordo provisório entre EUA e Irã, mantendo presença na região

Israeli troops in a military vehicle patrol an area along Israel's northern border with Lebanon last week after an incident.
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  • O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o território do sul do Líbano não será abandonado, permanecendo sob controle de Israel sem prazo definido.
  • A declaração ocorreu após o anúncio de um acordo preliminar entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar hostilidades em várias frentes no Oriente Médio, com cerimônia de assinatura prevista em Genebra.
  • Os termos aparentes incluem um cessar-fogo no Líbano, conectando o acordo às ações de Israel após ataques da Hezbollah no início do conflito.
  • Em Tel Aviv, houve críticas e receios de que o acordo iraniano possa atar as mãos de Israel; o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, ainda não se pronunciou publicamente.
  • Até o momento, houve relativa tranquilidade no sul do Líbano, com a Hezbollah não comentando oficialmente o acordo; relatos não verificáveis mencionam explosões isoladas e a circulação de um drone sobre Beirute.

Israel não pretende retirar-se de trechos de território no Líbano, afirmou o ministro da Defesa, Israel Katz. A declaração ocorreu horas após Trump e autoridades iranianas anunciarem acordo preliminar entre EUA e Irã para encerrar hostilidades na região até um acordo definitivo em cerca de dois meses.

Alem disso, oficiais iranianos e norte-americanos vão se encontrar na sexta, em Genebra, para cerimônia de assinatura, segundo diplomatas paquistaneses, mediadores do processo. Detalhes do acordo permanecem incertos, mas citam cessar-fogo no Líbano, cenário de ofensiva israelense contra Hezbollah.

Contexto e reação

Katz sinalizou que Israel permanecerá em território ocupado no Líbano de forma “indefinida” e manterá retaliação com “força significativa” contra ataques iranianos em resposta a ações israelenses no Líbano. O anúncio coincidiu com tensões entre Tel Aviv e a região, que teme que o acordo vincule cessar-fogo a ações de Israel.

O premiê Benjamin Netanyahu não comentou publicamente sobre o acordo, apesar de apoiar, segundo fontes próximas, os esforços para encerrar o conflito por vias diplomáticas. Analistas lembram que Israel depende de apoio dos EUA e busca manter alinhamento estratégico com Washington.

Situação em campo e perspectivas

Até segunda-feira, houve redução dos confrontos entre Hezbollah e forças israelenses no sul do Líbano. O grupo não divulgou posição oficial sobre o acordo, mas já manifestou apoio a esforços de Teerã para um cessar-fogo no Líbano. Internamente, a oposição denunciou supostos benefícios do acordo.

Observadores apontam que, se o Hezbollah respeitar o cessar-fogo, as operações israelenses no Líbano podem diminuir, mas a relação com EUA e o destino político de Netanyahu continuam incertos diante do pleito eleitoral previsto até outubro.

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