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Lula e diretor da OMS pedem acordo para agir ante próxima pandemia

Lula e Tedros pedem aceleração de acordo internacional para prevenção e resposta a pandemias; negociações enfrentam impasses e atrasos no anexo essencial

O presidente Lula durante reunião ministerial - 03/06/2026 (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)
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  • Lula e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) pedem aos líderes do G7 que acelerem a conclusão do acordo internacional sobre prevenção e resposta a futuras pandemias, divulgado em carta durante a cúpula na França, em 15 de junho.
  • A carta afirma que a comunidade internacional precisa cumprir o compromisso assumido após a covid-19 e finalizar as negociações pendentes, com o alerta: “a próxima pandemia não vai nos aguardar”.
  • O texto destaca a necessidade de um anexo essencial para a entrada em vigor do tratado, que trata do compartilhamento de informações sobre vírus e de condições de acesso a vacinas, testes e tratamentos.
  • Há impasses entre países em desenvolvimento e a indústria farmacêutica: nações mais pobres demandam garantias obrigatórias de acesso; empresas defendem que requisitos obrigatórios podem reduzir investimentos em pesquisa.
  • Os signatários ressaltam os impactos econômicos da pandemia, estimados em mais de US$ 13 trilhões, e lembram que o investimento em detecção precoce é pequeno; o recado ocorre enquanto há agravamento de surto de ebola na República Democrática do Congo (782 casos confirmados e 181 mortes).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, enviaram um apelo conjunto nesta segunda-feira, 15, para acelerar a conclusão do acordo internacional de prevenção e resposta a pandemias. A mensagem foi divulgada durante a cúpula do G7, na França.

A dupla destacou a necessidade de cumprir o compromisso assumido após a covid-19 e finalizar as negociações pendentes. A carta ressalta que a “próxima pandemia não vai nos aguardar” e defende um acordo com regras claras de compartilhamento de informações, além de condições de acesso a vacinas, testes e tratamentos.

As negociações enfrentam divergências entre países em desenvolvimento e a indústria farmacêutica. Nações mais pobres defendem garantias obrigatórias de acesso aos produtos resultantes das pesquisas, para evitar repetir o atraso observado na distribuição de vacinas. Representantes da indústria argumentam que requisitos obrigatórios podem reduzir investimentos.

Na carta, Lula e Tedros lembram que a pandemia provocou impactos econômicos superiores a US$ 13 trilhões e reforçam a necessidade de investir em sistemas de detecção precoce de surtos. O apelo ocorre no contexto de avanços lentos nas negociações e da expectativa de nova rodada de discussões no próximo mês.

Contexto: surto de Ebola preocupa organizações de saúde. O vírus está em ascensão na República Democrática do Congo, com 782 casos confirmados e 181 mortes até o momento. O aumento do surto intensifica o debate sobre capacidade global de resposta a novas ameaças.

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