- Lula e o diretor-geral da OMS, Tedros, lançaram apelo conjunto aos líderes do G7 e outras nações para acelerar a conclusão do acordo internacional de pandemias, em Évian-les-Bains, França.
- O foco é fechar o mecanismo de Acesso a Patógenos e Repartição de Benefícios (PABS), considerado a última etapa para o acordo entrar em vigor.
- A carta cita que até 20 milhões de vidas podem ter sido perdidas na pandemia de COVID-19 e enfatiza a necessidade de uma resposta global coordenada.
- O impasse envolve regras de compartilhamento de amostras biológicas e informações genéticas, com garantia de acesso mais justo a vacinas, medicamentos e tecnologias.
- Os signatários sugerem que o prazo de 17 de julho seja tratado como meta decisiva, destacando a importância da equidade e do envolvimento político para concluir as negociações já na próxima rodada.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, enviaram uma carta aberta aos líderes do G7, G20 e Brics. O objetivo é acelerar a conclusão de um acordo internacional sobre pandemias. A publicação ocorreu em Évian-les-Bains, na França, onde acontece a cúpula do G7.
A mensagem defende a finalização do acordo sobre pandemias, especialmente do mecanismo de Acesso a Patógenos e Repartição de Benefícios (PABS). Os signatários dizem que esse dispositivo é a última etapa para que o pacto entre em vigor.
Lula e Tedros ressaltam impactos da covid-19, citando estimativas da OMS de até 20 milhões de vidas perdidas. Eles enfatizam que a próxima pandemia não deve esperar pela conclusão de negociações para surgir.
O impasse central envolve regras de compartilhamento de amostras biológicas e dados genéticos de vírus. A proposta assegura acesso mais justo a vacinas, medicamentos e testes para quem compartilhar informações com rapidez.
A dupla alerta que questões de distribuição de benefícios não serão solucionadas apenas com soluções técnicas. Reforçam a necessidade de envolvimento político de chefes de Estado para superar entraves.
A carta chama governos a respaldarem negociadores para fechar o acordo na próxima rodada de conversas. Defendem que a equidade seja pilar do sistema, com acesso igual a tecnologias resultantes do compartilhamento.
O Brasil lembrou ao G20, em 2024, a desigualdade no acesso a vacinas durante a covid-19. O texto aponta riscos futuros ligados a mudanças climáticas, uso da terra e avanços da biotecnologia.
Caso o acordo avance, a meta é concluir na próxima rodada, com prazo estabelecido para 17 de julho. Lula e Tedros pedem que esse dia seja visto como marco, não apenas como etapa.
Segundo a carta, cada mês com o anexo inconcluso aumenta a vulnerabilidade global. O documento ressalta a urgência de ampliar a capacidade de resposta diante de emergências sanitárias.
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