- O agente médico local de Allegheny County declarou que a morte de Daphy Michel, haitiana que buscava asilo, foi por hipóxia de frio (hipotermia) e descreveu o óbito como homicídio, ocorrido poucos dias após sua liberação de custódia federal.
- Michel, de 31 anos, foi encontrada em um abrigo de ônibus em Pittsburgh no dia 2 de março; a autoridade explicou que a morte resultou de ações de terceiros, mas não houve declaração de culpa criminal.
- A família afirma que pretende processar o ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA) pela morte, enquanto o ICE sustenta que não teve relação com o ocorrido.
- Segundo o escritório de medicina legal, Michel era uma pessoa vulnerável, com problemas graves de saúde mental não tratados e barreira linguística, no momento da liberação em 27 de fevereiro.
- O ICE anunciou que não divulgará mais mortes de detidos dentro de trinta dias após a liberação, mudança que tem recebido críticas de autoridades locais e especialistas em saúde.
Um laudo do médico legista da Allegheny, Pensilvânia, qualificou a morte de Daphy Michel, haitiana que buscava asilo, como homicídio. Ela foi liberada de custódia federal em 27 de fevereiro e encontrada em um abrigo de ônibus em Pittsburgh em 2 de março.
Michel era considerada uma adulta vulnerável, com histórico de problemas de saúde mental não tratados e barreiras de comunicação, segundo o escritório médico.
O laudo aponta que a morte foi causada por hipotermia e que o esqueleto categórico de homicídio indica que houve ação de terceiros. A nota ressalta que a conclusão não é uma acusação criminal.
Contexto da família e da agência
A família, representada pelo advogado Joseph Patrick Murphy, pretende mover ação contra o Immigration and Customs Enforcement (ICE) em relação à morte. O DHS, por meio da porta-voz Lauren Bis, afirmou que o ICE não teve participação na morte de Michel, ocorrida três dias após o contato com a agência.
Segundo Murphy, Michel havia sido presa anteriormente por confrontar pessoas imaginárias devido a questões de saúde mental e ficou seis meses na prisão do condado de Washington, aguardando audiência. Ele afirma que, após a liberação, Michel ficou dias em um abrigo de ônibus no frio de Pittsburgh.
A família sustenta que Michel recebia pouca assistência após a liberação e que fatores como a temperatura e a falta de suporte contribuíram para o desfecho trágico. A porta-voz do ICE informou que, no dia seguinte à morte, o monitoramento do tornozelo de Michel havia sido violado, e que informações sobre seu estado não foram compartilhadas pela secretaria médica local.
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