- O governo dos EUA busca liberar pelo menos parte dos US$ 120 bilhões em ativos do Irã congelados em bancos estrangeiros, tema central de um acordo provisório entre os dois países.
- O mecanismo é conhecido como sanção secundária: bancos que processam pagamentos ao Irã podem perder acesso ao sistema financeiro americano.
- Os recursos estão dispersos no exterior, incluindo US$ 20 bilhões na China, US$ 12 bilhões no Catar, US$ 1 bilhão no Japão, US$ 7 bilhões na Índia e US$ 1 bilhão em Luxemburgo.
- Além do dinheiro líquido, há ativos em imóveis e fundos de investimento que estão presos há décadas e são mais difíceis de recuperar.
- A questão interessa à cúpula do G7, já que parte dos recursos ficou retida em bancos de países do grupo.
No centro das negociações entre Estados Unidos e Irã está a liberação de parte dos ativos iranianos congelados no exterior. Estima-se que US$ 120 bilhões permaneçam retidos em bancos de diferentes países, como parte de sanções que dificultam o uso desses recursos.
O valor surge principalmente de vendas de petróleo e gás para clientes estrangeiros. O dinheiro fica em contas no exterior e, conforme as sanções secundárias, bancos que utilizam o dólar podem ser penalizados pelo governo americano caso processem pagamentos ao Irã.
Diego Pavão, editor de Internacional, explicou ao Live CNN que, quando um pagamento ao Irã é identificado, Washington avisa bancos estrangeiros de que a transação pode resultar na exclusão do sistema financeiro dos EUA. Essa dependência do dólar complica desvincular o valor.
Onde estão os recursos bloqueados
A China figura como o maior destino entre os recursos retidos, com aproximadamente US$ 20 bilhões, devido a importações de petróleo iraniano com descontos. Os bancos chineses temem ser expulsos do sistema financeiro americano, o que dificulta a liberação.
O Catar atua como guardião de recursos de outros países, sob supervisão norte-americana, mantendo cerca de US$ 12 bilhões. O Japão, aliado próximo dos EUA, retém aproximadamente US$ 1 bilhão. Índia e Luxemburgo também possuem blocos significativos, respectivamente US$ 7 bilhões e US$ 1 bilhão.
Entre os ativos, há líquidos, que poderiam retornar ao Irã em horas, caso desbloqueados. Outras parcelas estão presas em imóveis e fundos de investimento, paralisadas há décadas e de recuperação mais complexa.
A discussão sobre a liberação desses ativos ocorre em meio às negociações de um acordo provisório entre EUA e Irã, assunto também presente na pauta de líderes durante a cúpula do G7.
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