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Starbucks da Coreia do Sul fecha para lição de história após reação

Starbucks Korea fecha todas as lojas por três horas para treinamento de consciência histórica após críticas a campanha "Tank Day" associada à repressão de Gwangju

Protests were held outside shops and the chain reportedly suffered a significant drop in sales
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  • Starbucks Corea fechará todas as lojas por três horas na próxima quarta-feira, às 15h locais, para treinamento de consciência histórica; as unidades reabrirão na manhã seguinte.
  • Será a primeira paralisação nacional antecipada desde a abertura da rede, em 1999.
  • A medida acontece após a controvérsia da promoção “Tank Day” ligada ao Levante de Gwangju, que deixou civis feridos e mortos, gerando críticas generalizadas.
  • A Shinsegae Group demitiu o diretor-executivo do país; o presidente Chung Yong-jin também participará do treinamento.
  • A campanha provocou protestos, queda de vendas e críticas oficiais, com debates sobre referências históricas e uso de slogan controverso; a empresa disse ter usado ferramenta de IA para sugestões.

Starbucks Korea irá fechar todas as lojas por meia-jornada na próxima semana para promover treinamento de consciência histórica entre funcionários, após forte rejeição pública a uma campanha associada à repressão a manifestantes pró-democracia.

A rede, operada pela Shinsegae Group sob acordo de licenciamento, demitiu o CEO do país no dia da polêmica. O presidente do grupo, Chung Yong-jin, também participará da formação. O fechamento ocorre às 15h locais e durará três horas, com reabertura prevista para o dia seguinte.

Na segunda-feira, todos os funcionários receberão educação sobre memória histórica e sensibilidade social por meio de vídeos, ainda segundo a empresa. Este será o primeiro fechamento nacional antecipado desde a abertura da rede em 1999.

Repercussões e desdobramentos

A campanha “Tank Day” promovia copos reutilizáveis da linha Tank Series, descrita como de grande capacidade, e ocorreu entre 15 e 26 de maio. A marca pediu desculpas por possíveis transtornos causados aos clientes.

O presidente sul-coreano LEE Jae-myung afirmou nas redes sociais que houve conduta desumana e vergonhosa durante a crise, alimentando protestos em frente às lojas e queda nas vendas por boicote.

Contexto histórico relacionado

A polêmica envolve a segunda metade da década de 1980, quando a repressão militar resultou em assassinatos, estupros e violências durante o levante de Gwangju de 1980. O movimento levou à transição democrática iniciada em 1987.

O slogan utilizado na campanha, em coreano, remete a uma expressão associada a ações de choque no passado. A Shinsegae afirmou ter usado uma ferramenta de IA para gerar algumas sugestões de comunicação.

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