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Varredura no Estreito de Ormuz para retirar minas pode levar semanas

Varredura para retirar minas em Ormuz pode levar 40 a 50 dias, atrasando o tráfego e prendendo dezenas de milhões de barris de petróleo

Embarcações circulando pelo Estreito de Ormuz — Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
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  • A varredura do Estreito de Ormuz para retirar minas navais pode levar de 40 a 50 dias até que haja confiança suficiente para navegar pelo estreito.
  • A normalização do tráfego marítimo pode ser atrasada por semanas, com a reabertura prevista após o acordo de paz entre EUA e Irã no fim de semana.
  • O atraso na passagem pode reter dezenas de milhões de barris de petróleo e agravar o abastecimento já comprometido no Golfo.
  • Seguradoras e empresas de navegação permanecem cautelosas; a presença de minas eleva o risco e exige garantias para a passagem segura.
  • O estreito respondia por cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito mundial, e autoridades destacam a necessidade de rotas livres de minas.

A operação para varrer minas navais no Estreito de Ormuz pode atrasar semanas a normalização do tráfego marítimo na rota que liga o Golfo ao mundo. A reabertura depende do acordo de paz firmado entre EUA e Irã no fim de semana.

Caça-minas convencionais e drones subaquáticos de última geração devem limpar a área, levando estimados 40 a 50 dias antes que seguradoras, navegadores ou petroleiras se sintam confiantes para cruzar o estreito, segundo cinco fontes de segurança marítima ouvidas pela Reuters.

A possibilidade de minas, aliada à tensão entre EUA e Irã, pode manter grandes volumes de petróleo fora de rota. O Golfo já tem o abastecimento bloqueado desde ataques de 28 de fevereiro, segundo comparecimento de autoridades. Cada barril exportado é crítico diante de estoques globais em queda.

Garantias solicitadas pelos transportadores

Não está claro quantas minas o Irã possa ter colocado no estreito, que respondia por cerca de 20% do abastecimento global de petróleo e gás natural liquefeito antes da guerra. O Irã tem procurado afirmar seu controle sobre a via navegável e ameaçou minas, sem confirmar se as instalou.

Os EUA apontam risco e dizem mirar barcos iranianos responsáveis. Em 2 de junho, o secretário de Estado, Marco Rubio, indicou ao Senado que o Irã havia minado trechos de Ormuz, sem detalhar. A Alemanha informou, em 11 de junho, que havia minas em quatro locais ao redor do estreito, sem verificação independente.

A incerteza em torno das minas pode inibir operações. Um superpetroleiro vale aproximadamente US$ 300 milhões, o que leva seguradoras de risco de guerra, bem como petrolíferas, a exigir garantias de passagem segura para atravessar o estreito, segundo autoridades de transporte marítimo.

Tráfego marítimo e cenário atual

O tráfego no estreito permanece abaixo dos níveis pré-guerra. Um porta-voz do Centcom não detalhou a quantidade de minas por motivos de segurança. As forças Americanas continuam as operações para manter o canal livre de minas.

A Casa Branca não respondeu a pedidos de comentário. O Centro de Segurança Marítima de Omã alertou marinheiros em 30 de maio sobre o risco no lado omanense do estreito, após avistamento de objeto suspeito de mina flutuante. Omã não respondeu a pedidos de comentário.

Enquanto houve avanços no acordo provisório para interromper o conflito, ambos os lados permitiram a passagem de alguns navios. Dados de navegação indicam média de 12 a 15 embarcações por dia recentemente, bem abaixo das 120 a 140 diárias anteriores à guerra.

A reabertura do estreito continua dependente de avaliações de segurança, liberação de rotas livres de minas e garantias de que o tráfego poderá percorrer o canal com risco aceitável para seguradoras e operadoras.

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