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Acordo EUA-Irã prevê fundo privado de US$ 300 bilhões para Teerã

Fundo privado de US$ 300 bilhões para o Irã seria instrumento de investimento, não de reconstrução, com mais da metade já comprometida, dizem fontes

Homem passa por outdoor que mostra fotos do ex-líder iraniano Ali Khamenei e o atual líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei, com os dizeres em árabe 'Obrigado, Irã', em Dahiyeh, no sul de Beirute, capital do Líbano, no dia 15 de junho de 2026 — Foto: Hussein Malla/AP
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  • EUA e Irã firmam acordo-quadro que prevê um fundo privado de US$ 300 bilhões para investimentos no Irã, com mais da metade já comprometida, segundo uma fonte próxima às negociações.
  • O fundo não é um programa de reconstrução ou de reparações; é um veículo de investimento privado que serviria como incentivo para um acordo definitivo, com assinatura prevista para sexta-feira.
  • Países da região poderiam contribuir por meio de garantias de empréstimos, linhas de crédito ou financiamento direto da reconstrução de instalações danificadas pela guerra, incluindo o complexo siderúrgico Mobarakeh Steel, refinarias, aeroportos e infraestrutura afetada pelo conflito.
  • O mecanismo é separado da negociação sobre suspensão de sanções e liberação de ativos iranianos congelados no exterior; entraria em operação apenas após a assinatura do acordo final, com um memorando estruturando o processo nos próximos 60 dias.
  • Empresas de Coreia do Sul, Japão, Singapura, Malásia e Estados Unidos já teriam assumido compromissos de investimento, segundo a fonte, que afirmou que o Irã originalmente pediu US$ 400 bilhões em compensações.

O acordo-quadro entre Estados Unidos e Irã prevê um fundo privado de US$ 300 bilhões destinado a impulsar investimentos no Irã. A soma estaria parcialmente captada, com mais da metade já comprometida por empresas de diversos países, segundo fontes próximas às negociações.

O mecanismo não funciona como programa de reconstrução ou reparações, mas como um veículo de investimento privado. A função é oferecer incentivos econômicos para que as partes avancem a um acordo definitivo, com a assinatura prevista para ocorrer nesta sexta-feira.

Segundo uma fonte iraniana, países da região contribuiriam por meio de garantia de empréstimos, linhas de crédito ou financiamento direto de obras danificadas pela guerra, como o complexo siderúrgico Mobarakeh Steel, refinarias, aeroportos e infraestrutura.

Uma autoridade iraniana de alto escalão disse que Teerã inicialmente pediu US$ 400 bilhões em compensações, mas Washington não autorizou esse montante. Assim surgiu a ideia do fundo, denominado Reconstruction and Development Fund.

O fundo é descrito como separado de uma negociação paralela sobre suspensão de sanções e liberação de ativos iranianos congelados. Os dois caminhos possuem objetivos e cronogramas distintos, afirmou a fonte.

O memorando de entendimento deve estruturar o processo ao longo de 60 dias após a assinatura do acordo final considerado satisfatório. Durante esse período, administradores planejarão projetos com investidores.

Tanto o Ministério das Relações Exteriores do Irã quanto o serviço equivalente do Paquistão não comentaram o assunto de imediato. A Casa Branca confirmou que o tema aparece na entrevista do vice-presidente à CBS, sem detalhar o contexto do fundo.

Entre os investidores já citados estão grupos da Coreia do Sul, Japão, Singapura, Malásia e Estados Unidos, embora a lista completa não tenha sido detalhada pela fonte. O objetivo é apoiar projetos de infraestrutura afetada pelo conflito.

O Memorando de Entendimento entre EUA e Irã prevê um cessar-fogo de 60 dias e representa um acordo geral, não final. Negociadores americanos e iranianos devem atuar em várias frentes, incluindo nuclear, sanções e segurança regional.

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