- Mulher alemã desaparecida em 2015, identificada apenas como Michele, teria sido apresentada a Jeffrey Epstein por meio de um homem chamado Daniel Siad.
- Siad, sueco naturalizado francês, é citado em mais de 1.800 itens dos arquivos do caso Epstein, incluindo e-mails em que Michele é oferecida a Epstein.
- Em mensagens, Siad se apresenta como um “pescador” de mulheres para Epstein e fala de pagamentos de mais de 80 mil dólares ligados a ele.
- Não há provas de que Michele tenha se encontrado com Epstein; a polícia alemã afirma que ela não viajou aos EUA, enquanto a família aponta pressão de Siad e vulnerabilidade da jovem.
- O caso Epstein envolve exploração de menores e ligações com pessoas influentes; Epstein morreu em 2019 na prisão, e a Procuradoria alemã avalia abrir uma investigação sobre Michele.
Uma alemã desaparecida em 2015 é citada em arquivos ligados ao caso Epstein, o multimilionário americano envolvido em exploração sexual de menores. A revelação foi feita pela imprensa alemã, com base em documentos do Departamento de Justiça dos EUA divulgados a partir de 2025.
Segundo a reportagem, a jovem, que tinha 22 anos na época do sumiço, foi apresentada a Epstein por um homem que se apresentava como agente. O material aponta que a alemã, identificada apenas pelo prenome Michele, teria sido encaminhada a Epstein em vários e-mails.
O elo com Epstein envolve Daniel Siad, nascido na Argélia, naturalizado sueco, que teria contato com o financista desde 2009. Siad é citado em mais de 1.800 registros dos arquivos, incluindo mensagens em que descreve Michele e se autodefine como quem recrutava mulheres.
Em 2014, Siad enviou fotos de Michele a Epstein, segundo os documentos. Em outra mensagem, ele se apresenta como “pescador” de mulheres para Epstein, com atuação na França, na Escandinávia e no Leste Europeu. Pagamentos a Siad também aparecem nos materiais.
Não há provas de que Michele tenha realmente se encontrado com Epstein. Algumas ex-assistentes afirmaram não ter visto a jovem, e a polícia alemã diz que, na época, ela não havia viajado aos EUA. Ainda assim, a reportagem aponta indícios de pressão exercida por Siad sobre a jovem.
Familiares relatam que Michele enfrentava alcoolismo e problemas com drogas, com internações anteriores. O pai diz que Michele recebia ligações frequentes de Siad antes de desaparecer, enquanto familiares afirmam que ela poderia ter trabalhado para o homem.
Michele sumiu ao deixar a casa da mãe em setembro de 2015, sem informar o destino. A família só tomou conhecimento do envolvimento nos arquivos do caso Epstein após a divulgação pela imprensa. A Procuradoria alemã analisa abertura de investigação.
O caso Epstein envolveu redes de exploração sexual que teriam ligação com figuras de alto poder. Epstein foi preso em 2019 e encontrado morto na prisão, em Nova York, em circunstâncias que geram controvérsias públicas e investigações subsequentes.
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