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Artista russo crítico a Putin é morto a queima-roupa no leste europeu

Artista russo crítico a Putin é morto a tiros em estacionamento na Polônia; dois bielorrussos são presos na relação com o caso, dizem autoridades

Skrepezki era conhecido por suas caricaturas que tinham como alvo figuras políticas russas proeminentes, como Stalin e Putin
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  • Artista russo crítico a Putin, Semyon Skrepetsky (Robert Kuzovkov, 44), foi morto a tiros em um estacionamento na cidade de Biala Podlaska, no leste da Polônia.
  • Ao todo foram cinco disparos, incluindo um na cabeça; dois cidadãos belarusos foram presos nas proximidades do consulado de Belarus na cidade.
  • Ainda não houve acusação formal contra os dois suspeitos, que seguem à disposição do Ministério Público e da polícia.
  • Skrepetsky buscou refúgio na Polônia em 2021, após alegar perseguição política na Rússia; três dias antes havia participado de protesto em Berlim com uma caricatura de Stalin e Putin.
  • Autoridades destacam que opositores russos no exterior têm sido alvo de ataques e destacam a atuação da Polônia como centro de apoio à Ucrânia, o que eleva preocupações com espionagem e sabotagem.

Semyon Skrepetsky, artista russo crítico a Vladimir Putin, foi morto a tiros nesta segunda-feira (16/06) em um estacionamento da cidade polonesa de Biala Podlaska. A vítima, 44 anos, estava no exílio desde 2021, temendo perseguição política na Rússia.

Cinco disparos atingiram o artista, incluindo um na cabeça. Dois cidadãos de Belarus foram detidos nas proximidades do consulado de Belarus na cidade. Eles permanecem sob custódia para investigação.

A polícia informou que o atirador não identificado se aproximou após o primeiro ataque, disparou mais três vezes e fugiu do local. Ao todo, foram recolhidas cinco cápsulas e um projétil na cena.

Skrepetsky era conhecido por caricaturas que satirizavam figuras políticas russas, incluindo Putin e Stalin. No exílio, participou de ações de oposição e criticou políticas de Moscou em eventos na Europa.

Três dias antes do ataque, o artista participou de protesto em Berlim no Dia da Rússia, exibindo uma caricatura de Stalin ao lado de Putin diante da embaixada russa.

O artista viveu em Polônia após fugir da Rússia, alegando perseguição. Em seus trabalhos, ele frequentemente criticava autoridades russas e fazia críticas políticas.

Polônia afirma que sua atuação como centro de apoio à Ucrânia tornou-o alvo de espionagem russa e de possíveis ações de sabotagem, segundo autoridades locais.

Serviços de segurança de vários países europeus alertam para ataques a opositores do governo russo no exílio. Casos anteriores incluem envenenamentos e assassinatos em outros países.

A investigação está em andamento; até o momento, não houve acusações formais contra os suspeitos belarussos, que continuam à disposição do Ministério Público e da polícia.

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