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Brasil e EUA travam guerra comercial pelo etanol

Conflito Brasil x Estados Unidos pelo etanol envolve tarifas, barreiras técnicas e narrativas ambientais, com o Brasil ganhando autossuficiência

Mercado de etanol gera disputa entre EUA e Brasil que envolve lobbies setoriais, políticas públicas e interesses eleitorais (Foto: Dall-E/Gazeta do Povo)
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  • Brasil e Estados Unidos são os maiores produtores de etanol e disputam tarifas, barreiras técnicas e mercados estratégicos.
  • A origem envolve políticas distintas: Brasil desde 1975 busca substituir o petróleo pela cana; EUA promovem o etanol de milho para melhorar o ar, hoje exportando o excedente.
  • Nos EUA, a proteção interna usa barreiras técnicas; para ter benefício, o etanol precisa de certificado de “biocombustível avançado”, uma exigência que dificulta a entrada do etanol brasileiro.
  • Em 2017, o Brasil passou a taxar o etanol americano com teto de importação e tarifa de 20% (hoje 18%), após uma fase de superprodução dos EUA.
  • O Brasil já é autossuficiente em etanol de milho, respondendo por quase 30% da produção, com plantas no Centro-Oeste operando o ano inteiro, reduzindo a necessidade de importação.

Brasil e Estados Unidos travam uma disputa comercial no setor de etanol, com acusações de práticas injustas, barreiras tarifárias e defesa de mercados estratégicos para cana-de-açúcar e milho.

A controvérsia envolve como cada país protege seu setor energético e agrícola. O embate impacta o agronegócio, políticas públicas e exportações de biocombustíveis.

Origem da disputa: decisões políticas distintas criaram dois caminhos para o biocombustível. No Brasil, a cana substituiu o petróleo desde 1975; nos EUA, o etanol de milho ganhou espaço para melhorar o ar. Hoje, ambos exportam excedentes.

Como os EUA protegem seu mercado interno: além de subsídios, o país usa barreiras técnicas. O etanol precisa de certificado de “biocombustível avançado” para entrar com benefícios, tornando o processo uma trava para o produto brasileiro.

Por que o Brasil taxou o etanol americano em 2017: até 2017, o álcool de milho entrava sem imposto. Com superprodução americana, o Brasil limitou o volume e aplicou taxa de 20% (hoje 18%), seguindo regras do Mercosul.

O Brasil ainda importa etanol dos EUA? Hoje, o país é mais autossuficiente. O etanol de milho já representa quase 30% da produção nacional, com fábricas no Centro-Oeste operando o ano todo.

A guerra verde entre narrativas

A disputa envolve narrativas ambientais para justificar vantagens comerciais. Pesquisadores dos EUA acusam desmate no Brasil, enquanto o Brasil aponta uso intensivo de fertilizantes e energia fóssil na produção de milho. Ambos buscam provar que seu combustível é mais limpo.

Conteúdo produzido pela equipe da Gazeta do Povo. Para aprofundar o tema, leia a reportagem completa.

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