- O cartunista russo Robert Kuzovkov, conhecido pelo pseudônimo Semyon Skrepetsky, foi assassinado na Polônia.
- Ele foi baleado cinco vezes à queima-roupa.
- Kuzovkov era crítico de Vladimir Putin e figura numa lista de adversários mortos misteriosamente.
- A matéria é apresentada com crédito ao jornalista Cláudio de Oliveira da Folha de S.Paulo, com referência à nota da DW sobre o caso.
Robert Kuzovkov, conhecido pelo pseudônimo Semyon Skrepetsky, foi morto a tiros à queima-roupa. O cartunista crítico de Vladimir Putin foi alvo de um ataque na Polônia, em circunstâncias ainda sob apuração. A vítima integrava a lista de adversários do presidente russo que, segundo relatos, morreram de forma violenta ou misteriosa.
A agência responsável pela investigação não informou detalhes sobre os suspeitos ou o veículo utilizado, nem o horário exato do crime. Kuzovkov era reconhecido por obras que criticavam o governo russo, o que é visto por autoridades locais como possível motivação. A polícia polonesa confirmou que a investigação está em andamento.
Reconhecido por traços de humor ácido, Kuzovkov tinha alta visibilidade entre críticos de Putin. Além de suas caricaturas, o artista era alvo frequente de discussões públicas sobre liberdade de expressão e repressão a dissidência. As autoridades dizem que equipes especializadas realizarão perícias no local.
Contexto
Analistas lembram que o assassinato de figuras associadas a críticas ao poder tem ganhado atenção internacional, com investigações em curso para confirmar autores e motivações. Não há, até o momento, informações oficiais que indiquem ligação direta entre o caso e atividades anteriores do cartunista.
As informações iniciais apontam que o crime ocorreu na Polônia, com o objetivo de silenciar uma voz crítica ao Kremlin. A polícia continua colhendo relatos, imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas para esclarecer o caso.
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