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Centro Obama de Chicago: que arte podemos esperar com US$ 850 milhões

Centro Obama em Chicago inaugura com obras originais de trinta artistas, formando narrativa sobre legado, civil rights e a história da cidade

Njideka Akunyili Crosby – The Obamas: Springing Forth, 2026.
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  • O Obama Presidential Center fica em Jackson Park, no Sul de Chicago, é financiado de forma privada com 850 milhões de dólares e ocupa um campus de 19 acres.
  • O acervo traz obras originais de trinta artistas de origens diversas, com objetivo de provocar conversa entre visitantes sem fazer declarações políticas explícitas.
  • Entre as obras destacadas estão Bending the Arc (Martin Puryear), City of the Big Shoulders (Mark Bradford), Uprising of the Sun (Julie Mehretu) e Sky of Hope ( Idris Khan).
  • O museu tem várias áreas, incluindo The People’s House com dioramas de salas da Casa Branca e uma reprodução em tamanho real da Oval Office.
  • A inauguração ocorre na véspera do Juneteenth; o centro não convida o ex-presidente Donald Trump e não inclui retratos dele; a entrada citada é de cerca de 30 dólares.

O Centro Presidencial Obama, em Chicago, vai abrir com uma coleção de arte inédita e itens de memória ligados à trajetória de Barack e Michelle Obama. O complexo privado, orçado em 850 milhões de dólares, fica no Jackson Park, no Sul de Chicago, e inclui biblioteca, quadra de basquete e estúdio de gravação. A inauguração acontece próximo ao aniversário de Barack Obama.

Ao todo, 30 artistas de diferentes origens criaram obras originais para a mostra, parte de um acervo que não visa apenas retratar a presidência, mas provocar diálogo entre visitantes de perfis diversos. Valerie Jarrett, CEO da Fundação Obama, enxerga a experiência como convite à conversa entre estranhos diante da arte.

A curadoria, segundo Jarrett, não faz declarações políticas explícitas, mas aborda a história afro-americana, o movimento dos direitos civis e a herança cultural de Chicago. A instalação inclui peças de artistas como Julie Mehretu, Martin Puryear, Maya Lin e Idris Khan, entre outros.

Coleção e desdobramentos

Entre as obras de destaque está Bending the Arc, de Martin Puryear, com uma viga de madeira alonga e curva em aço inoxidável. Em outra peça, Book Bird, Richard Hunt retrata o poder emancipatório da leitura na leitura do jardim da biblioteca.

A estrutura principal do centro é uma torre de granito de 225 pés, que abriga espaços de exposição e o Owal da história da presidência. Ao redor, há também um pátio com uma lição de memória ligada à vida de Obama e aos bairros de Chicago.

A mostra envolve objetos pessoais e memorabilia, como itens da campanha de 2008, uma Bíblia usada na posse e um conjunto de recordações da vida pública de Obama. A curadoria busca mostrar a evolução do líder, sem promover uma visão unilateral de sua gestão.

Contexto e acesso

A curadoria enfatiza o lugar de Chicago na narrativa da vida de Obama, com referências ao passado local e à trajetória de Obama na cidade. A ideia é que o visitante compreenda o vínculo entre o líder e o espaço onde cresceu.

O centro funciona como museu que narra a presidência de forma crítica, destacando conquistas como a recuperação econômica e avanços na saúde, bem como desafios e controvérsias. A instituição também decidiu não depender de acervo de registros federais, optando pela digitalização financiada pela própria fundação.

Desfecho

O lugar oferece ainda um espaço aberto ao público no último piso, com vistas para o sul de Chicago, a cidade e o Lago Michigan. Ali, as palavras do discurso de Selma podem ser vistas em orelhas de concreto, reforçando uma mensagem de esperança e responsabilidade cívica.

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