- Cúpula do G‑7 acontece de 15 a 17, em Évian-les-Bains, Alpes Franceses, com reforço de segurança ao redor e participação de líderes de sete grandes economias, além de convidados.
- Lula da Silva chegou à cidade na segunda-feira e tem encontros bilaterais previstos com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaiichi, e com Ursula von der Leyen e António Costa, sobre temas indo desde carne brasileira até cooperação europeia.
- Zelenski foi recebido por Emmanuel Macron e participou de reunião matinal com os líderes do G‑7 para tratar da guerra na Ucrânia; a sessão durou mais de uma hora.
- O clima de segurança gerou restrições de deslocamento em Évian, Morzine e cidades vizinhas; protestos em Genebra deixaram ruas com vidraças quebradas e confronto com as forças de segurança.
- Donald Trump chegou atrasado à reunião; Macron busca manter o apoio de Trump durante a cúpula, incluindo um possível jantar no Palácio de Versalhes para continuar as conversas.
O que aconteceu: a cúpula do G-7 começou nesta segunda-feira em Évian-les-Bains, nos Alpes franceses, e segue até quarta-feira, com foco na guerra na Ucrânia e em temas econômicos globais. A agenda envolve encontros entre líderes das sete maiores economias, além de convidados de outros países.
Quem está envolvido: chefes de governo e de estado da Alemanha, Reino Unido, Canadá, França, Itália, Japão e EUA, além de convidados. O presidente Lula foi convidado pela França e chegou na segunda-feira, mantendo reuniões com Macron e com o presidente suíço Parmelin.
Quando e onde: de 15 a 17 de junho, em Évian-les-Bains, às margens do Lago Léman, entre França e Suíça. O esquema de segurança ganhou intensidade, afetando também a cidade suíça de Genebra, com restrições de trânsito e circulação de imprensa.
Por quê: o encontro visa coordenar respostas a crises internacionais, incluindo a guerra na Ucrânia e pressões sobre a Rússia, além de tratar de assuntos como comércio, clima e segurança global. A reunião também busca manter o envolvimento dos EUA na coalizão europeia.
Progresso das reuniões
A sessão matinal de hoje reuniu Zelenski e os líderes do G-7 para discutir “Construindo a paz e a segurança para a Ucrânia e a Europa”. O encontro começou às 10h, com duração superior a uma hora, conforme relatos.
Trump chegou atrasado à sessão de trabalho e não cumprimentou Zelenski. O clima entre o anfitrião Macron e o ex-presidente americano foi de expectativa sobre o envolvimento dos EUA no desfecho de temas da agenda.
Macron trabalha para manter Trump engajado na cúpula, com plano de jantar no Palácio de Versalhes na quarta, durante o 250º aniversário da independência dos EUA. A meta é evitar repetir episódios de ausências de compromissos vistos em Canadá.
Protestos
Na véspera, manifestantes realizaram marcha em Genebra, com participação de cerca de 20 mil pessoas, segundo organizadores. O ato, organizado pela coalizão No-G7, reuniu pautas anticapitalistas, pró-palestinas e em defesa do clima.
Deslocamentos restritos e ações de segurança resultaram em confrontos locais. Houve relatos de vidro quebrado e ataques a escritórios de empresas e à sede da União Internacional de Telecomunicações, com uso de gás lacrimogêneo por parte das forças de segurança.
Movimento e logística
Os líderes estão hospedados no Hotel Royal, com circulação limitada da imprensa aos órgãos oficiais. Moradores próximos enfrentam restrições de tráfego, com passagem de comitivas intermunicipais e acessos controlados entre Évian-les-Bains, Publier, Le Gets e Morzine.
Volodmir Zelenski participou de encontros com Macron, que já havia o recebido para uma sessão de trabalho. As negociações na cúpula também envolvem a União Europeia, com perspectivas de discussões sobre o banimento de carne brasileira em alguns mercados.
Contexto regional
A cúpula ocorre em um momento de tensões internacionais, incluindo recentes declarações de Trump sobre acordos com o Irã e o foco da Europa em manter o apoio à Ucrânia. As lideranças buscam, entre outros pontos, manter coesão frente a pressões externas e internas.
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