- Um fundo privado de US$ 300 bilhões, destinado a estimular investimentos no Irã, já teve mais da metade comprometida.
- O veículo não é programa de reconstrução nem dinheiro público; empresas de diversos regiões já confirmaram financiamento.
- O objetivo é criar incentivo econômico para um acordo final entre EUA e Irã, com foco nos setores de energia, logística, manufatura e transporte.
- Os aportes podem ocorrer por meio de empréstimos, linhas de crédito ou financiamento direto da reconstrução de infraestrutura afetada pela guerra.
- O memorando de entendimento prevê sessenta dias para estruturar o processo, e o fundo só será criado após a assinatura do acordo final.
DUBAI – Um fundo privado de US$ 300 bilhões para estimular investimentos no Irã está previsto em um acordo-quadro entre EUA e Irã. Mais da metade desse montante já foi comprometida, segundo uma fonte com conhecimento direto do plano. O objetivo é incentivar uma economia iraniana em setores como energia e logística.
O veículo, descrito como independente de reconstrução ou reparação, não prevê dinheiro público nem subsídios. Empresas sediadas em várias regiões comprometeram-se com financiamentos voltados a energia, logística, manufatura e transporte.
Teerã solicitou inicialmente US$ 400 bilhões como indenização por danos de guerra, mas Washington declarou não pagar esse montante. Surgiu então a ideia do Fundo de Reconstrução e Desenvolvimento, ligado a um acordo para suspender sanções e reabrir o Estreito de Ormuz.
O fundo não será criado nem operará até a assinatura de um acordo final. O memorando de entendimento estabelece um período de 60 dias para estruturar o processo, com participação de investidores iranianos e estrangeiros.
Uma fonte iraniana de alto escalão afirmou que o fundo terá financiamentos variados, incluindo empréstimos, linhas de crédito e aportes diretos para obras danificadas pela guerra, como o complexo siderúrgico Mobarakeh e aeroportos.
O Irã, com grande reserva de gás natural e petróleo, tem população jovem e industrialização diversificada. O país costuma enfrentar sanções que limitam o acesso a mercados de capitais globais.
Apoio regional ao acordo envolve a mediação do Paquistão, além de participação de bancos e empresas da Coreia do Sul, Japão, Cingapura, Malásia e EUA, segundo a fonte. Detalhes de gestão ainda não foram divulgados.
O memorando de 60 dias é visto como marco negociador. Enquanto negociadores dos EUA e do Irã discutem questões nucleares, sanções e segurança regional, o acordo final permanece em negociação.
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