- O Irã ameaçou uma “resposta dura” a ataques israelenses no sul do Líbano, após mortes recentes, caso Israel não pare as ofensivas.
- A manifestação ocorre às vésperas da assinatura, em Genebra, de um acordo mediado pelos Estados Unidos para encerrar o conflito, prevista para sexta-feira, dezenove.
- Washington e Teerã teriam chegado a um memorando para encerrar mais de quinze semanas de guerra, mas a formalização será feita presencialmente.
- Teerã afirma que Israel violou o cessar-fogo dezenas de vezes desde o anúncio do acordo, elevando o risco de nova escalada regional.
- Israel deixou claro que permanecerá com presença militar no Líbano, Síria e Gaza por tempo indeterminado, o que pode dificultar a implementação do acordo.
O Exército do Irã ameaçou uma resposta dura a Israel por ataques no sul do Líbano, ocorridos neste fim de semana e que deixaram pelo menos quatro mortos. A declaração ocorreu às vésperas da assinatura de um acordo mediado pelos EUA para encerrar o conflito na região, prevista para sexta-feira em Genebra, Suíça.
Segundo Teerã, Israel já violou o cessar-fogo diversas vezes desde o anúncio do memorando. O Irã sinalizou que responsabilizará o país caso as ofensivas continuem, dizendo que as Forças Armadas da República Islâmica responderão de forma contundente.
Israel não sinalizou redução de sua presença na região. O ministro da Defesa de Israel afirmou que as Forças de Defesa permanecerão no Líbano, na Síria e em Gaza por tempo indeterminado, para defender fronteiras e comunidades contra ameaças jihadistas.
O conflito atual envolve o Hezbollah e Israel desde 2 de março, em retaliação a ataques contra o Irã. O balanço libanês aponta dezenas de milhares de mortos e destruição significativa no sul do país, elevando as tensões em torno do acordo em negociação.
Contexto e perspectivas do acordo
O memorando HEA verbalizado por Washington e Teerã buscaria encerrar mais de quinze semanas de hostilidades, com a assinatura formal prevista em Genebra. Autoridades dos dois países classificam o texto como passo para negociações mais amplas e uma trégua duradoura, ainda sem confirmação final.
Ainda assim, representantes iranianos contestam a suspensão de ataques enquanto as partes sigam com o texto. A posição israelense de manter presença militar contínua na região pode influenciar o ritmo e o alcance das discussões previstas.
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