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Irã diz que nova fase de diálogo com EUA pode começar nesta semana

Irã diz que nova fase de negociações com os EUA sobre o programa nuclear e sanções pode começar nesta semana, após assinatura de acordo para encerrar o conflito

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi (foto), afirmou que as negociações podem começar nesta semana - (crédito: HANDOUT / IRAN'S FOREIGN MINISTER / AFP)
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  • O ministro iraniano de Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que negociações com os EUA sobre o programa nuclear e as sanções podem começar nesta semana, após a assinatura de um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.
  • O memorando de entendimento para encerrar quase quatro meses de conflito deve ser assinado na sexta-feira, com a previsão de reabrir completamente o Estreito de Ormuz.
  • O acordo prevê, em até sessenta dias, o início de novas negociações entre Irã e Estados Unidos para tratar de temas mais complexos, como o programa nuclear e as sanções internacionais.
  • A cerimônia de assinatura ocorrerá em um resort na montanha Bürgenstock, próximo a Lucerna, com a presença de Mohammad Bagher Ghalibaf e JD Vance; Trump pode participar.
  • O Brent chegou a cair abaixo de oitenta dólares por barril com a notícia da reabertura de Ormuz; o Irã mantém o direito de enriquecer urânio e inspeções da ONU podem ocorrer.

O Irã afirmou nesta terça-feira que uma nova fase de negociações com os Estados Unidos sobre o programa nuclear e a suspensão de sanções pode começar ainda nesta semana, assim que for assinado o memorando de entendimento que encerra parte do conflito no Oriente Médio. A assinatura está prevista para a sexta-feira, quando o Estreito de Ormuz deveria ser reaberto.

Segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, a cerimônia de assinatura abrirá espaço para a abertura de conversas rápidas. A expectativa é de que, dentro de 60 dias, haja novas negociações sobre temas mais sensíveis, como o programa nuclear iraniano e as sanções internacionais.

O acordo entre Washington e Teerã resultou em um memorando anunciado nesta semana, mediado por Paquistão e Catar. A cerimônia de assinatura deve ocorrer em um resort de montanha na Suíça, conforme informações do governo suíço, com a presença de representantes iranianos e norte-americanos.

Pelo lado americano, o vice-presidente JD Vance confirmou a participação e a possibilidade de envolvimento do ex-presidente Donald Trump. A parte iraniana será representada pelo principal negociador Mohammad Bagher Ghalibaf, segundo fontes oficiais, com apoio possível de inspeções da ONU.

A reabertura de Ormuz é considerada parte crucial do acordo, já que a região movimentava parte significativa do comércio mundial de petróleo. O bloqueio naval iraniano, imposto durante o conflito, foi um ponto central das pressões econômicas associadas ao desfecho.

Analistas ressaltam que a negociação envolve ainda a eventual liberação de ativos congelados. Em declaração pública, autoridades dos EUA indicaram que não haverá uso de recursos públicos para o Irã por meio do acordo, enquanto informações iranianas citam a liberação de bilhões de dólares.

O contexto regional permanece tenso. Em paralelo às negociações, ataques e retóricas entre Israel e Hezbollah inflamam a região, com vozes oficiais destacando que encerrrar a guerra em todos os fronts é parte essencial do acordo.

O Irã frisou que o fim de todas as hostilidades é indispensável para o desfecho completo das negociações. Em contrapartida, autoridades israelenses contestam o texto, apontando resistências a mudanças estratégicas no Líbano e na faixa de Gaza como entraves.

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