- Lula participou da reunião ampliada do G7, em Évian-les-Bains, França, defendendo cooperação internacional contra o crime organizado e o uso de tecnologias avançadas.
- Ele afirmou que crimes transnacionais aterrorizam comunidades e desviam recursos públicos que deveriam ir para escolas, hospitais e estradas, respeitando a soberania dos Estados.
- O presidente destacou avanços da Declaração de Líderes do G7 sobre o combate ao tráfico de drogas, mas pediu uma abordagem mais ampla, incluindo lavagem de dinheiro e tráfico de armas, com apoio da Interpol.
- Também pediu que países com minerais críticos participem da cadeia de valor, incentivem industrialização e transferência de tecnologia para a transição energética e digital.
- Em mente, ressaltou que o enfrentamento de crimes transnacionais deve andar junto com desenvolvimento, soberania e cooperação institucional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 16 de junho, que o combate ao crime organizado deve integrar a agenda de desenvolvimento global. A declaração foi feita durante a reunião ampliada do G7 em Évian-les-Bains, na França, com foco em novas parcerias e solidariedade internacional.
Lula destacou que crimes transnacionais representam desafio relevante para os países, pois terrorizam comunidades e desviam recursos públicos que deveriam ir para educação, saúde e infraestrutura. O presidente ressaltou a necessidade de respeitar a soberania nacional na atuação conjunta.
O petista elogiou o avanço da Declaração de Líderes do G7 sobre o combate ao tráfico de drogas, mas argumentou por uma estratégia mais ampla, que inclua lavagem de dinheiro, tráfico de armas e cooperação institucional, como a atuação da Interpol para localizar ativos e suspeitos.
Sobre tecnologia, Lula afirmou que o acesso a inovações deve reduzir desigualdades. Em minerais críticos, defendeu participação de países produtores em etapas de maior valor agregado, com transferência de tecnologia e desenvolvimento de capacidades conforme necessidades nacionais.
O chefe do Executivo brasileiro mencionou a importância de integrar a Inteligência Artificial aos esforços de desenvolvimento sem reproduzir modelos que concentram ganhos econômicos. Ele reforçou que transição energética e digital não pode favorecer apenas alguns atores.
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