- O CEO da Mondelez, Dirk Van de Put, defendeu manter os negócios da empresa na Rússia após a invasão de 2022, dizendo que foi a decisão correta para preservar empregos.
- A Mondelez interrompeu novos investimentos na Rússia e suspendeu gastos com publicidade, mas não abandonou o mercado por completo.
- Van de Put afirmou que pagar impostos na Rússia financia a guerra e que ele não está satisfeito com esse aspecto.
- A empresa mantém operações na Ucrânia, com fábricas em Trostyanets e Vyshhorod; uma planta foi atingida duas vezes e reconstruída.
- As vendas na Rússia variaram entre 1 bilhão e 1,4 bilhão de dólares por ano.
A Mondelez, proprietária do Cadbury, defendeu a continuidade de operações na Rússia após a invasão da Ucrânia em 2022. O CEO Dirk Van de Put sustentou que permanecer no país foi a decisão correta, mesmo reconhecendo que os impostos pagos na Rússia ajudam o conflito.
Segundo Van de Put, a retirada poderia comprometer milhares de empregos e deixar a empresa vulnerável a ações do Kremlin. Ele afirmou ainda, em entrevista à BBC, que a neutralidade no conflito é o objetivo, sem apoiar nenhum lado.
A empresa descontou novos investimentos na Rússia e suspendou gastos com publicidade no país. Mesmo assim, segue operando na Rússia e na Ucrânia, onde mantém duas fábricas, uma em Trostyanets e outra em Vyshhorod, perto de Kyiv.
Desdobramentos econômicos e operacionais
Desde o início do conflito, a Mondelez registra vendas entre 1 bilhão e 1,4 bilhão de dólares por ano na Rússia. A companhia também citou custos de reconstrução de fábricas atingidas ao longo do tempo, em especial na região de fronteira.
Crises locais impactam as operações. Em uma das plantas, uma unidade foi atingida duas vezes e precisou ser reconstruída, com investimentos de dezenas de milhões. A empresa manteve salários estáveis, aumentando-os no início do conflito.
A Mondelez afirma manter presença na Ucrânia, com operações que seguem mesmo diante dos riscos. Um prédio de escritório foi atingido no dia da entrevista, segundo o executivo, mas não houve feridos.
A empresa opera duas plantas na Ucrânia: em Trostyanets, próxima à fronteira russa, e em Vyshhorod, próximo a Kyiv, com planos de seguir investindo no país. A decisão de permanecer é apresentada como estratégia de longo prazo.
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