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Negociador iraniano diz que Israel deve se retirar do Líbano

Negociador do Irã cobra retirada de áreas ocupadas do Líbano; acordo entre Estados Unidos e Irã visa encerrar guerra na região

Mohammad Baqer Qalibaf durante entrevista coletiva em Beirute
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  • O principal negociador do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que Israel deve se retirar das áreas ocupadas no Líbano; a população do sul do Líbano deve retornar às suas casas.
  • A declaração ocorreu durante conversa por telefone com Nabih Berri, em meio a negociações de um acordo para encerrar a guerra na região.
  • Washington e Teerã planejam assinar um acordo de paz nesta sexta-feira para pôr fim ao conflito entre os dois países.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que espera que Netanyahu seja mais responsável em relação ao Líbano, reclamando de atritos entre ambos.
  • Netanyahu busca organizar encontro com Trump após o retorno do americano da Cúpula do G7; o premiê afirma que é responsável pela segurança de Israel.

Israel deve se retirar das áreas ocupadas no Líbano, afirmou o principal negociador do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf. A declaração foi feita por telefone a Nabih Berri, presidente do Parlamento libanês, na terça-feira, 16.

A fala ocorre no contexto de negociações entre Teerã e Washington sobre um possível acordo de paz que seria assinado nesta sexta-feira, 19, para encerrar a guerra entre Irã e EUA. Qalibaf disse que a população do sul do Líbano deve retornar às suas casas.

Além das negociações, o tema dos ataques israelenses no território libanês gerou discordâncias entre as partes. A comunicação entre representantes iranianos e libaneses reforça a tensão regional em meio às tratativas.

Os EUA também estiveram no centro de fricções públicas. O presidente Donald Trump manifestou frustração com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmando aos jornalistas que precisava ser “mais responsável em relação ao Líbano”. Trump afirmou que, sem sua atuação, Israel não existiria, ao responder sobre o desempenho do governo.

Netanyahu, por sua vez, evitou confrontos públicos com Trump. Em relação ao acordo EUA-Iran divulgado na segunda-feira, 15, ele disse que há pontos de desacordo entre os dois líderes, mas que a responsabilidade pela segurança de Israel precisa ser cumprida com prudência. Um funcionário israelense informou que Netanyahu busca organizar um encontro após a ida de Trump à cúpula do G7 na Europa.

Contexto e próximos passos

  • A imprensa mundial acompanha as tratativas entre Irã e EUA, com foco no possível plano de paz.
  • As declarações sobre retirada do Líbano surgem em meio a pressão regional para reduzir confrontos.
  • A decisão final depende de avanços nas negociações entre as partes envolvidas.

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