- O papa Leão elogiou o acordo provisório entre Estados Unidos e Irã para pôr fim à guerra regional, citando “graças a Deus” pela previsão de formalização na sexta-feira (19).
- O pontífice, que já foi alvo de ataques de Donald Trump após criticar a guerra no Oriente Médio, afirmou que o diálogo é a melhor forma de avançar e evitar a retomada do conflito.
- Ele falou com jornalistas ao deixar a residência papal em Castel Gandolfo, na Itália, para retornar ao Vaticano.
- O papa ressaltou que ainda há pontos a ser resolvidos, mas aponte que é preferível negociar do que retornar à guerra.
- O histórico atrito entre Trump e o papado incluiu críticas públicas do ex-presidente ao papa em abril, após o papa pedir o fim da violência.
O papa Leão elogiou nesta terça-feira o acordo provisório entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar a guerra na região, destacando a expressão graças a Deus pela previsão de formalização do acordo na sexta-feira. O pontífice falou com repórteres ao deixar a residência papal em Castel Gandolfo, na Itália.
Segundo ele, ainda haverá pontos a ajustar, mas o diálogo e as negociações devem prevalecer sobre a ação militar. A expectativa é de que o acordo seja implementado com esforço diplomático e sem retorno à escalada de conflitos.
O líder religioso ressaltou a importância de uma solução que permita seguir adiante e encerrar o conflito de forma definitiva. A fala ocorreu apenas dias antes da possível assinatura do acordo entre as potências.
Atrito entre o Papa e o ex-presidente
O relacionamento entre o papa Leão e Donald Trump ganhou destaque após críticas à guerra no Oriente Médio. O ex-presidente dos EUA chegou a atacar o pontífice nas redes sociais, gerando tensões públicas entre os dois.
Trump informou, em abril, que uma suposta ameaça de extinção de vias de navegação persiste caso Teerã não cumpra prazos, o que provocou repúdio do Vaticano. Em resposta, o papa reiterou apelos por fim à violência e pelo diálogo.
No 12º dia de abril, Trump publicou críticas diretas ao papa em suas redes, afirmando que não quer um líder religioso que critique o governo americano. A fala gerou repercussões internacionais e levou a cobertura de jornalistas sobre o tema.
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