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Proteger o krill antártico para a saúde das comunidades costeiras africanas

África pressiona pela suspensão da pesca industrial de krill no Oceano Antártico, para evitar colapso de ecossistemas e impactos na segurança alimentar de comunidades costeiras

A humpback whale fluke.
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  • Nesta semana, governos de estados costeiros se reúnem em Mombasa, no Quênia, para a Our Ocean Conference, com África pedindo o fim da pesca industrial de krill no Oceano Antártico.
  • O objetivo é evitar danos irreversíveis ao ecossistema antártico e aos sistemas oceânicos dos quais o continente africano depende.
  • O krill antártico é ingrediente central da cadeia alimentar marinha, alimenta baleias, pinguins, focas e aves marinhas, e ajuda no sequestro de carbono nos oceanos.
  • A pesca industrial de krill tem crescido rapidamente, com grande parte controlada por frotas ligadas a países europeus e asiáticos, mirando áreas de grande vulnerabilidade de espécies marinhas.
  • A ministra das Pescas e Recursos Marinhos de Angola, Carmen dos Santos, afirma que o CCAMLR falhou em estabelecer áreas protegidas e defende o fim da pesca de krill para proteger a biodiversidade e as comunidades costeiras africanas.

O continente africano pediu nesta semana, durante a Our Ocean Conference em Mombasa, o fim da pesca industrial de krill no Oceano Austral. A ação busca evitar danos irreversíveis aos ecossistemas da Antártica e aos sistemas oceânicos essenciais à África.

O foco está no krill antártico (Euphausia superba), pequeno crustáceo que alimenta baleias, pinguins, leões-marinhos e aves marinhas, além de ajudar a armazenar carbono no oceano profundo. A pesca industrial tem se intensificado nos últimos anos.

Parte das operações é controlada por frotas ligadas a países europeus e asiáticos, com concentrações elevadas em áreas de grande vulnerabilidade de wildlife antártico, onde aves e mamíferos dependem do krill para sobrevivência.

Em abril, a IUCN classificou o pinguim-rei e a foca-do-ida como espécies ameaçadas, citando mudanças climáticas e condições de ecossistema em declínio, inclusive a disponibilidade de krill.

A chamada africana não é apenas de conservação, mas de gestão preventiva. O argumento é de que continuar a exploração industrial reduzirá a disponibilidade de krill, com impactos sobre a cadeia alimentar marinha e comunidades costeiras.

Angola destaca a Corrente de Benguela como suporte a ecossistemas marinhos ricos. Hérons, baleias e outras espécies que dependem de krill migram pela costa de Angola, Namíbia, Gabão e África do Sul, gerando ganhos econômicos com turismo e pesca sustentável.

A Organização CCAMLR, criada para proteger a vida marinha antártica, enfrenta dificuldades para implementar áreas marinhas protegidas e reduzir a pesca de krill, segundo análises de especialistas. A organização tem sido criticada por priorizar interesses de indústria.

A África mantém posição de voz ativa na discussão, lembrando que o destino da Antártica afeta o oceano global, e que decisões tomadas longe do gelo influenciam as comunidades costeiras africanas e a resiliência econômica do continente.

A ministra das Pescas de Angola, Carmen dos Santos, reforça o apelo por medidas rápidas para encerrar a pesca de krill. A mobilização africana busca alinhamento com iniciativas internacionais, como propostas de moratória discutidas pelo Parlamento Europeu.

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