- Trump afirmou que o acordo provisório com o Irã deixa claro que Teerã não poderá obter uma arma nuclear, de forma inequívoca.
- O presidente criticou a postura de Israel no Líbano e sugeriu que a Síria poderia estar em melhor posição para desarmar o Hezbollah.
- O memorando de entendimento, com 14 pontos, ainda não foi divulgado; negociações técnicas devem começar na sexta-feira, na Suíça, com prazo de 60 dias.
- Países europeus manifestaram preocupação com a eventual inexperiência da equipe de negociação norte-americana e com o risco de impasse.
- O andamento do acordo depende da situação no Líbano, onde Israel diz que manterá tropas no sul; Teerã exige retirada israelense.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em Evian-les-Bains, na França, que o memorando provisório com o Irã deixa claro que Teerã não terá permissão para fabricar armas nucleares. Ele também criticou a atuação de Israel no Líbano e citou a Síria como possível participante do cenário.
Trump falava à margem da cúpula do G7, antes de reuniões com o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al Thani. O memorando de entendimento tem 14 pontos e ainda não foi divulgado publicamente.
Autoridades norte-americanas e iranianas devem iniciar as negociações técnicas na sexta-feira, na Suíça, com prazo de 60 dias para discutir o enriquecimento de urânio e o levantamento de sanções. O objetivo é consolidar o acordo provisório.
Aliados europeus expressaram receio de que a equipe de negociação dos EUA, ainda considerada inexperiente, enfrente dificuldades para assegurar um acordo robusto, sem novas impasses.
Cenários no Líbano e na Síria
No Líbano, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que as tropas permanecerão no sul enquanto durar a operação contra o Hezbollah. Teerã tem pedido a retirada de forças israelenses.
Trump sugeriu que Israel permita à Síria intervir mais ativamente contra o grupo apoiado pelo Irã, indicando que Damasco poderia atuar de forma mais eficaz nessa tarefa, segundo sua avaliação.
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