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Turismo em Cuba cai com a pressão dos EUA

Turismo em Cuba despenca 58,4% nos cinco primeiros meses de 2026, com voos suspensos e queda de visitantes canadenses devido a sanções dos EUA

Fuel shortages means even fewer cars are on the road in Havana then before sanctions were tightened
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  • Em 2026, menos de 360 mil turistas estrangeiros visitaram Cuba nos primeiros cinco meses, queda de 58,4% em relação ao mesmo período de 2025, segundo a Onei.
  • As sanções dos EUA sobre o turismo pressionam a economia cubana, levando várias companhias aéreas e operadoras hoteleiras a interromper operações no país.
  • A Air Canada suspendeu indefinidamente voos para Cuba, citando “incerteza política e econômica”; a empresa já havia interrompido voos em fevereiro por falta de combustível.
  • Conformidade com prazo de 5 de junho imposto pelos EUA levou as redes hoteleiras Meliá e Iberostar a interromper operações em hotéis em Cuba.
  • A escassez de combustível agrava problemas econômicos, impactando serviços como coleta de lixo e até a produção de hóstias de comunhão, conforme relato de veículos oficiais.

A economia cubana enfrenta queda abrupta no turismo desde o início de 2026, segundo dados da Onei, empresa estatal de estatísticas. O número de visitantes estrangeiros caiu com força no primeiro quadrimestre, refletindo uma campanha de pressão dos Estados Unidos contra o governo cubano.

Em comparação com o mesmo período do ano anterior, as chegadas somaram menos de 360 mil pessoas nos primeiros cinco meses, uma queda de 58,4%. A redução é atribuída principalmente às sanções e à redução de voos e operações hoteleiras por empresas estrangeiras.

O governo dos EUA tem direcionado o turismo como parte de sua estratégia de pressão sobre a liderança cubana, o que coincidiu com o fim de contratos de várias companhias no arquipélago. Air Canada informou a suspensão indefinida de voos para Cuba, citando incerteza política e econômica. A empresa já havia interrompido ligações em fevereiro por falta de combustível.

Diversos operadores hoteleiros espanhóis também desligaram operações em um número expressivo de hotéis, antes do prazo de 5 de junho estabelecido pelo governo americano para cessar negócios com Gaesa, conglomerado controlado pelas Forças Armadas de Cuba.

Oficiais norte-americanos acusam Gaesa de atuar como um “estado dentro de outro estado”, o que intensifica o debate sobre o uso de receitas pelo agrupamento. A política de sanções e o bloqueio de petróleo agravam escassez de combustível, medicamentos e alimentos no país.

Relatos de fontes oficiais indicam impactos diretos no atendimento a pacientes com câncer, com queda na taxa de sobrevivência de 85% para 65% desde janeiro, segundo Cubadebate. O agravamento da carência de combustível também afeta serviços públicos, como a coleta de lixo, gerando acúmulo de resíduos nas cidades.

Apoio social e econômico é pressionado por dificuldades no abastecimento de itens básicos e pela redução de importações. Entre os itens cada vez mais escassos, estão alimentos, medicamentos e bens de consumo, refletindo uma crise que se agrava com o cenário internacional.

No âmbito internacional, a pressão de Washington e o agravamento de tensões geopolíticas elevam a preocupação de autoridades cubanas com a gestão de recursos e com a continuidade de operações econômicas que sustentam o país.

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