- A União Europeia busca terras raras e minerais críticos no Brasil para reduzir a dependência da China, avaliando a partir de quatro dos nove projetos iniciais.
- Os projetos contemplados incluem uma refinaria de níquel em São Miguel Paulista, São Paulo, controlada pela australiana Jervois, classificada como estratégica pela UE; e um empreendimento de terras raras em Poços de Caldas, Minas Gerais, da australiana Viridis.
- Outros potenciais investimentos estão em exploração de cobalto no Piauí e de lítio em Minas Gerais, com visitas programadas a São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
- A comitiva europeia pretende fechar, ao fim da visita, um protocolo ou memorando de intenções, buscando associar os investimentos a capacidade industrial local, não apenas à extração.
- A iniciativa faz parte do programa de investimentos do bloco Global Gateway, com participação do Banco Europeu de Investimento, e pode envolver o financiamento e cooperação com o Brasil, incluindo participação do BNDES.
O bloco europeu escolheu quatro projetos brasileiros de minerais críticos para avançar com investimentos. A delegação da União Europeia desembarca em São Paulo para discutir a exploração de terras raras e demais insumos estratégicos, com foco na diversificação da cadeia produtiva.
A missão é liderada pelo comissário europeu Jozef Síkela, com objetivo de reduzir a dependência da China. A viagem inclui encontros com empresários, visita à linha 6 do metrô em obras e reuniões oficiais. O foco está em linhas de financiamento e cooperação industrial.
O programa de visitas ocorre a partir de São Paulo e se estende a outros estados, incluindo Minas Gerais, Piauí e o Rio de Janeiro. O objetivo é avaliar projetos que podem gerar processamento, manufatura e integração com o mercado europeu.
Quatro projetos foram selecionados entre nove potenciais. Um deles fica em São Miguel Paulista, SP, com refinaria de níquel da australiana Jervois, considerada estratégica pela UE. Outro é envolve terras raras em Poços de Caldas, MG, da Viridis.
Além disso, há interesse em explorar cobalto no Piauí e lítio em Minas Gerais. Também estão programados fóruns de investimento e encontros com ministros do governo Lula, visando formalizar acordos ainda em negociação.
A União Europeia já mantém protocolos com Chile e Argentina. O Brasil é visto como destaque no Mercosul pela extensão das reservas de minerais críticos. A ambição é conectar extração, processamento e fabricação na região, reduzindo dependência externa.
O objetivo diplomático é fechar um protocolo ou memorando de intenções, embora interlocutores do Itamaraty avaliem a assinatura como improvável neste momento. O texto em negociação, no entanto, continua em pauta entre as partes.
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