- Diana Sitima, na região de Chiradzulu, Malawi, administra uma fazenda de 3,5 hectares que combina culturas diversas, peixes e animais, com foco em agroecologia e posse de terra estável.
- A propriedade é quase 100% orgânica, usa biodigestor para biogás e para alimentar uma incubadora de ovos, e cultiva samambaias aquáticas para suplementar a alimentação do gado.
- A produção gera aproximadamente $1.200 em vendas semanais e emprega seis trabalhadores de forma permanente.
- Sitima atua como mentora e preside um capítulo local da Rural Women’s Assembly, rede que atende quase 200 mil agricultoras em 11 países na África Austral; o capítulo da Malávia tem mais de 2 mil associadas.
- Ela defende a titularidade da terra para as mulheres, afirmando que direitos permanentes possibilitam investimentos de longo prazo em agroecologia e práticas agrícolas sustentáveis.
Diana Sitima administra uma fazenda de 3,5 hectares no distrito de Chiradzulu, no sul de Malawi. A prática agroecológica ali integrada com a posse segura da terra mostra como é possível chegar a uma atividade comercial viável. A produção não se limita ao milho típico da região.
A fazenda de Sitima combina culturas diversas, criação de animais, peixes em viveiro e alimentação de animais com técnicas que reduzem fertilizantes sintéticos. A produção tem gerado receitas estáveis e serviu de base para a mudança de vida na comunidade. Sitima começou a plantar como trabalho paralelo na década de 1990.
Em 2006, ela teve acesso à propriedade própria, conquista que considera o marco mais crítico de seu sucesso. Hoje, a fazenda é quase 100% orgânica e utiliza um biodigestor para biogás e para acender um incubador de ovos. Plantas aquáticas complementam a alimentação animal.
Desempenho econômico e ocupação
A produção rende cerca de US$ 1.200 por semana e assegura empregos permanentes para seis trabalhadores. A expansão chegou por meio de aprendizados contínuos, com apoio técnico do governo ao longo de duas décadas. Sitima atribui o crescimento a investimentos em conhecimento.
Aos poucos, a líder também atua como mentora. Ela preside uma seção local da Rural Women’s Assembly (RWA), rede que reúne quase 200 mil agricultoras em 11 países na África Austral. A chapa de Malawi soma mais de 2 mil membros.
A atuação de Sitima pela RWA reforça a troca de experiências entre mulheres agricultoras da região. Ela ajuda outras mulheres a acessar microcrédito e a adotarem técnicas de manejo do solo, como agroflorestas, que têm ampliado colheitas de milho em algumas comunidades.
Tornar a posse da terra mais estável
No centro de sua defesa está a titularidade da terra para mulheres. Sitima reforça que direitos permanentes favorecem o investimento de longo prazo exigido pela agroecologia. Sem terra estável, diz, não é possível executar ideias com tranquilidade.
Por meio da RWA, a agricultora continua a buscar apoio financeiro e técnico para tornar seu modelo uma prática comum, e não a exceção. A história completa está disponível com Charles Mpaka, da Mongabay, e destaca iniciativas que fortalecem pequenas agricultoras na região.
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