- FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) e o Programa Mundial de Alimentos pediram apoio adicional para prevenir impactos do El Niño, com foco em 22 países.
- A NOAA (Agência Americana) aponta que o fenômeno deve se desenvolver para nível moderado ou forte durante o outono do hemisfério norte (setembro a dezembro).
- Há 63% de chance de o El Niño chegar a muito forte entre novembro e janeiro, possibility de figurar entre os maiores desde 1950.
- O apelo visa US$ 167 milhões adicionais para ampliar a ajuda a mais 7,6 milhões de pessoas, totalizando 22 países de alto risco; atualmente há recursos para 1,2 milhão.
- Intervenções previstas incluem auxílio financeiro, sementes resistentes à seca e às inundações, proteção de gado e sistemas de alerta precoce.
Duas agências da Organização das Nações Unidas anunciaram nesta quinta-feira (18) um apelo conjunto por financiamento adicional para prevenir os impactos do El Niño. O comunicado envolve FAO e PMA, com foco em 22 países de alto risco. O objetivo é ampliar a ajuda antes que a crise se agrave.
O fenômeno eleva as temperaturas das águas superficiais do Pacífico central e leste, aumentando a probabilidade de secas, inundações e recordes de temperatura. A previsão indica, para o outono no hemisfério norte, um desenvolvimento entre moderado e forte.
A NOAA, agência americana, aponta uma chance de 63% de um El Niño muito forte entre novembro e janeiro. A previsão sugere possível registro entre os maiores desde 1950, caso se confirme esse cenário.
Investimento necessário
A FAO e o PMA destacam que já existem recursos para atender 1,2 milhão de pessoas, mas é preciso mais US$ 167 milhões para ampliar a ação a mais 7,6 milhões. O total alcançaria 22 países de alto risco.
Entre as medidas previstas estão assistência em dinheiro, distribuição de sementes resistentes à seca e às inundações, proteção de animais e implementação de sistemas de alerta precoce. As ações visam reduzir impactos econômicos e alimentares.
As agências reforçam que ações antecipadas costumam ser mais eficazes e menos custosas do que intervenções após agravamento da crise. As informações foram divulgadas sem datas de implementação específicas.
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