- Autoridades britânicas esperam que a Rússia tente retaliar pela apreensão do petroleiro Smyrtos, que transportava crude russo no valor de US$ 40 milhões para a Índia, a 25 milhas 40 km ao sul de Isle of Wight.
- A ação foi ordenada pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, durante a passagem do navio, e o capitão indiano foi indiciado por violar sanções britânicas.
- Não houve aviso formal a armadores, mas a Câmara Britânica de Transporte informou que há entendimento sobre o risco de retaliação russa e que os donos de navios devem aumentar a vigilância.
- Nesta semana, a Marinha russa abriu fogo de advertência perto de um iate britânico no Channel; o Ministério da Defesa disse que não houve retaliação, apenas demonstrou nervosismo russo.
- A apreensão do Smyrtos marca a primeira vez que forças britânicas prendem um petroleiro ligado à Rússia, em meio a uma ofensiva para controlar a frota sombra de cerca de 600 embarcações.
O Reino Unido espera uma retaliação da Rússia após a apreensão do petroleiro Smyrtos, navegaço a serviço de crude russo de US$ 40 milhões com destino à Índia. A operação foi autorizada pelo premiê britânico e ocorreu na noite de domingo, 25 milhas ao sul de IoW. A decisão visa cumprir sanções impostas a Moscou.
Autoridades britânicas destacam que a apreensão já foi planejada há semanas e que a Rússia poderá optar por uma resposta de impacto global, com escolha de momento e escala. Ameaças não foram formalmente comunicadas a armadores britânicos, mas o setor já opera com maior vigilância.
A Smyrtos estava sob monitoramento, registrava-se como cameronense e, por isso, considerado sem soberania legal. O campo de disputa envolve o uso de navios para transporte de petróleo ligado a Moscou, alvo de fortes sanções ocidentais.
O capitão indiano do navio foi indiciado por violação das sanções britânicas contra a Rússia. O caso surge no contexto de tensões entre Londres e Moscou, reforçadas pelo apoio do Reino Unido à Ucrânia.
Na terça-feira, relatos indicaram disparos de advertência de uma fragata russa Admiral Grigorovich perto de um veleiro britânico no Canal da Mancha. O piloto do veleiro afirmou ter tomado ações evasivas.
O Ministério da Defesa afirmou que o incidente não representou retaliação formal, mas evidenciou a vigilância aumentada da Rússia diante da pressão europeia contra sua frota de embarcações ocultas.
Historicamente, prisões mútuas de tonéis britânicos já ocorreram em disputas de represália. Em 2019, o Stena Impero ficou retido no Estreito de Hormuz, após ações envolvendo um petroleiro iraniano. Na época, o Grace 1 foi detido na Espanha.
A detenção da Smyrtos marca o primeiro seqüestro de um petroleiro ligado à Rússia pela prática britânica. A ação ocorrei em um momento em que países europeus buscam debilitar a chamada frota sombra de Moscou, crucial para exportação de crude.
Várias fontes do setor afirmam que a frota sombra é composta por navios antigos com registro duvidoso e padrões ambientais e de segurança often baixos. O governo britânico sustenta a apreensão por estar registradas de forma irregular e sem soberania.
O Departamento de Transporte informou que mantém contato próximo com a indústria para orientar sobre segurança. Não comenta detalhes das orientações, mas reforça a necessidade de atualização constante.
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