- Um casal britânico em um iate no Canal da Mancha afirmou ter vivido um momento “surreal” quando a fragata russa Admiral Grigorovich disparou tiros de advertência a cerca de 457 metros do barco.
- O incidente ocorreu na manhã de terça-feira, a aproximadamente 37 quilômetros ao sul da Ilha de Wight, com o iate flutuando à deriva em meio à neblina.
- Segundo o casal, a fragata fez cinco tootings de buzina para sinalizar a presença, seguidos por tiros de advertência; eles dizem que a embarcação não estava em rota de colisão.
- O governo britânico, por meio do Ministério da Defesa, classificou o incidente como isolado; o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o considerou imprudente. A Rússia afirmou que houve uma aproximação perigosa do iate.
- Um navio de patrulha britânico (HMS Tyne) foi enviado para coletar detalhes, e as autoridades destacaram que o incidente não está relacionado à apreensão recente de um petroleiro da frota russa.
O incidente ocorreu na manhã de terça-feira no Canal da Mancha, quando um casal britânico em um iate relatou ter visto uma fragata russa disparar tiros de advertência. O iate Bright Future navegava a cerca de 37 quilômetros ao sul da Ilha de Wight, fora das águas territoriais britânicas.
Segundo o casal, a fragata Admiral Grigorovich emitiu sinais sonoros e tiros de advertência. Eles dizem ter respondido mudando de rumo para demonstrar que tinham sido vistos, e meses depois ouviram novos toques de buzina seguidos de disparos para o alto. A tripulação não afirmou ter ocorrido colisão.
O casal, Jane e Alan Kelvey, relatou que o iate ficou à deriva na névoa antes do ocorrido. Autoridades britânicas informaram que o iate ficou a uma distância de aproximadamente 457 metros da fragata.
O Ministério da Defesa do Reino Unido classificou o incidente como isolado. Um porta-voz afirmou que houve tentativas de contato por rádio e uso de sinalizadores antes dos tiros de advertência, que não foram direcionados ao iate.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, descreveu os disparos como imprudentes e informou que o episódio requereria apuração. A posição do governo é de que o incidente é grave, mas não escalou para confronto direto.
A Rússia, por meio da Defesa, afirmou que o iate fazia uma aproximação perigosa, o que teria levado a adoção de medidas de sinalização e disparos próximos ao navio. O governo russo disse ainda que agiu em conformidade com as normas de navegação internacionais.
Para investigar o ocorrido, um bote do HMS Tyne foi enviado ao local para coletar informações da tripulação do iate e verificar a segurança da embarcação. O incidente ocorre em meio a operações envolvendo a Marinha Real na região, monitorando a passagem de navios russos pelo Canal.
Autoridades britânicas destacaram que o Admiral Grigorovich vinha sendo acompanhado a distância pelo HMS Mersey em uma operação de rotina. A imprensa britânica informou que o navio russo pode estar envolvido em atividades de escolta de embarcações da chamada frota fantasma.
A BBC apurou que o PM-82, embarcação de reparo associada ao Admiral Grigorovich, atuou no apoio logístico às operações russas na região. Especialistas citados pela emissora destacaram o contexto de tensões entre Reino Unido e Rússia.
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