- O juiz de Riverhead, em Nova York, condenou Rex Heuermann à prisão perpeta sem possibilidade de liberdade condicional, após ele se declarar culpado de sete assassinatos e admitir a morte de uma oitava vítima.
- As famílias das oito vítimas falaram no tribunal durante a leitura da sentença, descrevendo a dor, o impacto e a perda permanente causada pelos crimes.
- Antes da pena, Heuermann ofereceu uma desculpa genérica, que o juiz rejeitou, chamando o réu de “desprezível, covarde e patético”.
- O promotor afirmou que o condenado continua a explorar e controlar a ex-mulher por meio de um documentário recente sobre o caso, e destacou que oito jovens foram brutalmente assassinadas.
- Durante o processo, o promotor afirmou que o réu não tem possibilidade de reabilitação, e relatos de uma das vítimas foram mencionados para ilustrar o sofrimento das famílias.
Rex Heuermann, arquiteto de 62 anos de Manhattan, foi sentenciado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional no condado de Suffolk, após admitir assassinatos de oito mulheres. O réu participou da audiência em Riverhead, Nova York, nesta semana, com familiares das vítimas presentes para os relatos emocionados que marcaram o desfecho do caso.
A audiência ocorreu mais de 30 anos após os crimes, que vieram à tona a partir de uma investigação iniciada em 2011. Heuermann admitiu ter matado sete mulheres e confessou o oitavo homicídio em abril. Antes da sentença, ele fez uma declaração de desculpas genérica, dizendo que não há palavras que expliquem seus atos.
O juiz Timothy Mazzei chamou o réu de “desagradável e patético”, acrescentando que ele é “um covarde”. As palavras foram reiteradas por familiares das vítimas, que descreveram o investigado de várias formas duras, destacando o impacto de perdas irreversíveis.
Entre as testemunhas, Kimberly Overstreet, irmã de Amber Costello, descreveu Heuermann como um “mutilador sexual assassino”. Liliana Waterman, filha de Megan Waterman, relembrou o momento em que soube do que aconteceu com a mãe e afirmou ter sofrido por anos sem encontrar pertença.
Jasmine Robinson, prima de Jessica Taylor, expressou repulsa ao réu, enquanto JoAnn Mack, mãe de Valerie Mack, disse que a justiça ocorreu, mas não repara o que foi perdido. Maureen Brainard-Barnes teve os dois filhos e a irmã no tribunal; a irmã descreveu a culpa de sobrevivente vivida por décadas.
Ao final, Mazzei ordenou que o réu fosse retirado do recinto, em meio a vaias da audiência. O público aplaudiu e proferiu desaforos enquanto se encerrava a sessão, com familiares das vítimas em luto público.
Contexto do caso
Antes da sentença, o promotor Ray Tierney afirmou que Heuermann ainda lucrava com a participação de sua ex-esposa em um documentário recente sobre o caso. O representante das famílias denunciou tentativas de manipulação do processo e reiterou que oito jovens mulheres foram assassinadas.
Tierney destacou que as vítimas foram mortas de forma brutal e que o réu não demonstra capacidade de reabilitação. Em depoimento, o promotor citou uma série de ações do réu, incluindo uma ligação ofensiva para a irmã de uma vítima, que revoltou a família.
Investigação e desdobramentos
O caso teve início com o resgate de quatro corpos nas praias do sul de Long Island, conhecidos como o Gilgo Four. Investigações anteriores tinham sido criticadas por falhas, levando a uma reformulação policial e à participação do FBI a partir de 2022.
A ligação entre Heuermann e o local das sospitas foi estabelecida após análise de DNA e dados de celular, levando à prisão do suspeito em 2023, numa rua de Manhattan. O processo revelou um histórico de perseguição de mulheres por parte do acusado, segundo as investigações.
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