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G7: encontro é aposta de Trump para reduzir a ameaça tarifária

Governo brasileiro aposta em encontro entre Lula e Trump no G7 para reabrir negociações sobre tarifas de 25%, vistas como políticas e não estritamente comerciais

Foto de família da cúpula do G7 em Evián, na França, com residente dos EUA, Donald Trump; presidente da França, Emmanuel Macron; primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney; primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi; presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa; chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi; presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung; primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; presidente do Quênia, William Ruto; e primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, em 16 de junho de 2026. — Foto: Evelyn Hockstein/ Reuters
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  • O governo brasileiro trabalha para destravar negociações sobre as tarifas impostas por Donald Trump, consideradas de caráter político, e tenta reabrir dialogue com Washington durante o G7.
  • A reunião bilateral entre Lula e Trump ainda não está confirmada; a ausência de interação entre eles na foto oficial do G7 é considerada um sinal ambíguo.
  • As tarifas de 25% anunciadas neste mês foram apresentadas como medidas dos EUA contra o Brasil; o governo americano incluiu 60 países na lista de exceções, o que deixaria cerca de 60% das exportações brasileiras sem tributação.
  • A estratégia de usar tarifas para pressão em negociações é antiga de Trump e já havia sido usada em episódios anteriores, incluindo a cobrança de tarifas sobre aço e alumínio.
  • Mesmo sem definição, o Brasil pretende manter as negociações e o presidente Lula pode enviar uma nova carta a Trump; a pauta também busca fortalecer laços do Brasil com a União Europeia.

A reunião do G7, realizada na França, é influenciada pela decisão dos EUA de impor tarifas ao Brasil. O governo brasileiro classifica as novas tarifas de 25% como política, mais que econômica, e busca destravar negociações com Washington.

Diplomatas apontam que uma conversa direta entre Lula e Trump pode acelerar um acordo. A possibilidade de encontro ainda não foi confirmada, e o clima entre as lideranças tem sinais de tensão, já que não houve interação entre eles na foto oficial do evento.

O governo brasileiro já tenta há meses retirar as tarifas, iniciadas no governo Trump. Em 2025 houve avanço com a eliminação de uma tarifa de 40% sobre diversos itens, após negociações anteriores entre os dois países.

As novas medidas, anunciadas neste mês, mantêm a leitura de que o gesto é político e não técnico. Integrantes do governo dizem que a decisão desconsiderou argumentos apresentados por representantes comerciais brasileiros.

Historicamente, a estratégia de usar tarifas como pressão em negociações é prática de Trump, que busca vantagens para a indústria e o emprego nos EUA. Esse padrão se repete em disputas com outros parceiros globais.

Do lado americano, houve uma lista de exceções que reduz o impacto direto no Brasil. Analistas apontam que, mesmo com isenções, a medida pode afetar setores específicos da pauta brasileira exportadora.

Na avaliação de especialistas, o efeito econômico direto sobre o Brasil tende a ser limitado, dado o conjunto de exceções ainda amplo. O Brasil mantém planos de continuar negociando pela retirada das tarifas.

O governo brasileiro ainda não traçou conclusão sobre o desfecho, pois a investigação formal depende de etapas legais nos EUA. Lula já sinalizou o envio de nova comunicação a Trump para retomar o diálogo.

Além do G7, o Brasil busca fortalecer relações com outras potências e com a União Europeia. A esperança é manter o Brasil como ator relevante em negociações comerciais globais, sem abrir mão de direitos comerciais.

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