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G7 pede cessar-fogo imediato no Líbano, sem mencionar ataques de Israel

G7 pede cessar-fogo imediato no Líbano em carta conjunta, sem citar ataques de Israel, enquanto Teerã vincula acordo EUA‑Irã à trégua e acusações de violações

Líderes do G7 e convidados durante encontro na França. 16/06/2026
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  • O G7 pediu um cessar-fogo imediato no Líbano em carta conjunta, mas não citou Israel, ligado ao acordo entre Estados Unidos e Irã que condiciona a trégua à interrupção de hostilidades.
  • O texto apoia o desarmamento do Hezbollah e a proteção da soberania libanesa, citando garantias de segurança internacional e o papel de uma força multilateral para viabilizar o tráfego no Estreito de Ormuz.
  • O Irã afirma que Israel violou a trégua dezenas de vezes e promete responsabilizá-lo se as ofensivas no sul do Líbano continuarem.
  • Na ONU, o porta-voz informou queda no número de projéteis entre Israel e Líbano desde o acordo: 174 no domingo, sendo 169 de Israel e cinco do Hezbollah.
  • Os ataques aéreos israelenses continuam no sul do Líbano; já deixaram mais de três mil setecentos onze mortos e provocaram a fuga de mais de um milhão de pessoas.

Líderes do G7 pediram nesta quarta-feira um cessar-fogo imediato no Líbano, em meio a um acordo entre EUA e Irã que condiciona a trégua à suspensão de hostilidades em todas as frentes. A carta conjunta não menciona explicitamente os ataques de Israel no território libanês. O texto defende o desarmamento do Hezbollah e a proteção da soberania libanesa com garantias internacionais.

Segundo Teerã, o acordo com os EUA depende de uma trégua generalizada no Líbano, e acusa Israel de violações repetidas da suposta trégua. O comando iraniano afirmou que Israel será responsabilizado por novas ofensivas no sul do Líbano. A posição iraniana surge em meio a negociações mediadas pelo Paquistão sobre paz regional.

A ONU informou queda no número de projéteis entre Israel e Líbano após o anúncio do acordo entre EUA e Irã. Foram 174 disparos no último domingo, reduzidos de 705 no domingo anterior. Desse total, a maioria foi atribuída a Israel, com poucos disparos ao Hezbollah, conforme o porta-voz Stephane Dujarric.

Violência continuou em cidades do sul do Líbano com ataques aéreos. Três ataques de drones atingiram Tiro, ferindo civis. Um drone atingiu o distrito de Bint Jbeil, em Nabatieh. Na véspera, ataques de Israel mataram pelo menos quatro pessoas em Nabatieh, incluindo feridos em ataques a veículos.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que as Forças de Defesa permanecerão no Líbano, na Síria e em Gaza por tempo indeterminado. Katz disse que as tropas ficam para defender fronteiras e comunidades israelenses contra ataques jihadistas, com margem para retaliação caso Teerã atue contra Israel.

Até agora, libaneses morreram em bombardeios. O Ministério da Saúde registra ao menos 3.711 mortos desde o início dos confrontos, em 2 de março. A ofensiva também provocou destruição de infraestrutura no sul do Líbano e uma crise de refugiados, com mais de 1 milhão de pessoas forçadas a deixar suas casas.

Contexto internacional

O conflito entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, escalou desde o início do ano, alimentando tensões regionais. As negociações mediadas pelo Paquistão buscam estabilizar a região, com ênfase na cessação de hostilidades e na proteção de civis. Autoridades locais monitoram o desdobramento das ações militares e seus impactos humanitários.

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