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Lula critica comportamento do governo Trump em áudio vazado

Áudio vazado mostra Lula criticando o governo americano na cúpula do G7 e debatendo tarifas e soberania brasileira

Lula conversa com chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e diretora do FMI, Kristalina Georgieva, durante cúpula do G7, na França. 16/06/2026 (MANDEL NGAN/AFP)
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  • Em áudio vazado, Lula diz que “não suporto o comportamento do governo americano” durante a cúpula do G7 na França, em conversa com Lee Jae-myung.
  • Lula afirma que o Brasil “não gosta de briga” e que não tem divergência com nenhum país, em trecho captado pela Associated Press.
  • Em outra passagem vazada, o presidente fala sobre o mundo não ser de esquerda e afirma que é “do caminho do meio”; ele também relembra vínculos com sindicatos alemães, italianos e espanhóis.
  • Durante a cúpula, Lula criticou protecionismo e unilateralismo e defendeu soberania de países na luta contra o crime transnacional, em discurso próximo a Trump.
  • O Escritório de Comércio dos Estados Unidos abriu investigação com prazo até 15 de julho de 2026, envolvendo o Brasil em questões de comércio digital, tarifas, propriedade intelectual e desmatamento; Audiências e consulta pública vão ocorrer entre junho e julho de 2026.

Em uma cúpula do G7 na França, trechos de áudios vazados mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestando críticas ao governo dos Estados Unidos. As falas foram captadas por uma equipe da Associated Press na véspera de sessões fechadas da reunião, enquanto líderes conversavam antes da abertura.

No áudio, Lula comenta que o Brasil não gosta de conflitos e afirma não ter divergências com países. Em seguida, ele afirma não suportar o comportamento do governo americano. Em outra parte, o diálogo envolve a diretora do FMI, Kristalina Georgieva, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, com Lula destacando que o mundo não é de esquerda, mas de um caminho do meio.

Contexto e reações

Durante a cúpula, Lula já havia criticado protecionismo e unilateralismo, defendendo a soberania de nações na luta contra o crime transnacional. O tom do discurso ocorreu próximo a Donald Trump, que ocupava posição oposta na mesa. A reunião também gerou atenção pela presença dos três líderes na mesma dinâmica de diálogo.

A conversa vazada ocorre na esteira de críticas aos planos dos EUA de impor tarifas sobre produtos brasileiros. O governo brasileiro classificou a possível medida como interferência na soberania nacional e publicou nota oficial apontando traidores e falsos patriotas que, segundo a comunicação, buscam influenciar assuntos internos por meio de autoridades estrangeiras.

Tarifas e impactos comerciais

O governo norte-americano imunizou a ideia de nova tarifa de 25% sobre itens brasileiros, com avaliação de medidas ligadas ao comércio digital, serviços de pagamento eletrônico como o Pix, bem como questões de proteção à propriedade intelectual e desmatamento. O cronograma de audiências e consultas públicas prevê etapas até julho de 2026.

Até 22 de junho de 2026, interessados devem se registrar para audiência com resumo de depoimento. Em 1º de julho, comenta-se a possibilidade de envio de comentários por escrito. Em 6 de julho haverá audiência, com definição final prevista para 15 de julho de 2026.

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