- O Brasil, como país convidado, participou da cúpula do G-7 em Évian-les-Bains (França) e não negociou nem assinou todos os comunicados; endossou apenas três dos oito documentos.
- Os textos que o Brasil assinou foram: proteção online de menores, luta contra o câncer e combate ao narcotráfico; os demais não receberam o aval brasileiro.
- As razões para não endossar os outros comunicados incluíram visões divergentes entre os países, ausência de temas ligados ao clima, falta de menção à OMS no caso do Ebola e ausência da China.
- O governo disse que o G-20 seria o fórum mais adequado para tratar os temas remanescentes, pois reúne mais economias como Índia, China e Rússia; Lula também criticou a lógica de guerra fria entre EUA e China.
- A cúpula teve uma declaração geopolítica principal sobre Ucrânia e Oriente Médio, com participação de Zelenski; o texto enfatizou apoio à Ucrânia e pressão sobre a Rússia.
O Brasil, convidado, participou da cúpula do G-7 em Évian-les-Bains, na França, onde endossou apenas três dos oito comunicados negociados. Os demais documentos ficaram de fora por divergências de visão entre o país anfitrião e os convidados. Lula criticou de forma indireta as posições dos EUA e da União Europeia.
O governo brasileiro informou que não houve assinatura dos demais textos por discordâncias em temas como clima, participação da OMS na discussão sobre Ebola e a ausência de menção à China. Como país convidado, o Brasil não integrou as negociações nem as assinaturas, podendo apenas apresentar observações e decidir sobre o endosso.
Endossos do Brasil
Brasil assinou três comunicados: proteção online de menores, luta contra o câncer e combate ao narcotráfico. Outros temas foram rejeitados por não contar com apoio brasileiro, segundo fontes oficiais. O governo também sinalizou que o G-20 seria o foro mais adequado para discutir os tópicos pendentes, agregando economias como Índia, China e Rússia.
Contexto geopolítico da cúpula
A declaração principal abordou questões geopolíticas, com foco na Ucrânia e no Oriente Médio. O encontro contou com a participação de Volodímir Zelenski em reuniões fechadas e com a presença de líderes árabes em almoço conjunto. O documento defendeu o apoio à Ucrânia e pediu continuidade de pressão sobre a Rússia, além de tratar de acordos diplomáticos envolvendo o Irã e a questão de Taiwan.
Visão brasileira e comentários de Lula
Lula afirmou que o G-7 adota uma lógica de guerra fria entre EUA e China e reforçou a importância de manter a autonomia brasileira frente a essas disputas. O presidente destacu ainda que o Brasil não pretende entrar no eixo entre as duas potências, mantendo uma visão diferenciada sobre equilíbrio global e o papel regional da América Latina.
Impressionista da cúpula e agenda futura
A participação de líderes como Donald Trump, alvo de destaque no evento, chamou atenção pela agenda e pelos desdobramentos dos preparativos para a continuidade das negociações. O Brasil ressaltou que o espaço para discussões com grandes potências deve incluir outras vozes, ampliando o eixo de tomada de decisão para além do G-7.
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