- A Associated Press mostrou imagens de Lula criticando os Estados Unidos e o presidente Donald Trump durante a transmissão do G7 em Évian-les-Bains, na França.
- Em conversa com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, Lula disse que não gosta de briga e criticou o “comportamento do governo americano”, chamando o que viu de “comportamento de imperador” e “mau exemplo para a democracia”.
- Na cúpula, Lula e Trump se cumprimentaram rapidamente; na terça-feira, não houve cumprimento entre os dois durante a sessão de fotos.
- A relação entre Lula e Trump ficou tensa desde o encontro na Casa Branca, no início de maio.
- Os Estados Unidos classificaram grupos criminosos brasileiros como terroristas, e o Departamento de Comércio dos EUA (USTR) propôs sobretaxas de 25% sobre importações brasileiras e 12,5% para o Brasil e outros 59 países, citando questões de trabalho forçado.
O que aconteceu: a agência Associated Press registrou imagens de Lula criticando o governo dos Estados Unidos e o presidente Donald Trump durante a cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França. As falas ocorreram em uma conversa com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, durante a transmissão ao vivo da reunião.
Quem está envolvido: além de Lula, Lee Jae-myung participa da conversa capturada pela AP. O episódio ocorre no contexto da cúpula do G7, com encontros entre líderes de várias nações, incluindo Trump, que havia participado de atividades paralelas ao evento.
Quando e onde: as imagens foram registradas nesta quarta-feira, durante o G7 realizado em Évian-les-Bains, França. Lula é visto em conversa com o líder sul-coreano, em meio à agenda oficial do encontro.
Por quê: o conteúdo das falas aponta críticas ao comportamento do governo americano, classificado pelo petista como inadequado para a democracia e como um comportamento de imperador. A fala surge em meio a tensões diplomáticas entre Brasil e EUA, após encontros recentes entre os dois presidentes.
Contexto diplomático
A relação entre Lula e Trump teve momentos de tensões e contatos, incluindo um cumprimento rápido entre eles na própria cúpula, em contraste com a ausência de aproximação em outra ocasião anterior. A posição brasileira tem sido de defesa da soberania e da autonomia de decisões nacionais.
Lula participou de encontros oficiais na cúpula do G7, enquanto o governo brasileiro tem reagido a medidas adotadas pelos EUA em diferentes frentes, como questões de segurança e comércio. O episódio ocorre em meio a uma avaliação brasileira sobre o alinhamento estratégico com parceiros internacionais.
Medidas econômicas e desdobramentos
Os Estados Unidos classificaram como terroristas dois grupos criminosos brasileiros, PCC e CV, o que gerou reação do governo brasileiro, considerado uma ofensa à soberania nacional. Além disso, o governo americano sinalizou novas tarifas ao Brasil após suspender, parcialmente, tarifas anteriores.
O Escritório do Representante Comercial dos EUA indicou uma sobretaxa de 25% para produtos brasileiros, com outra de 12,5% incidindo sobre o Brasil e outros 59 países, justificando com falhas no combate ao trabalho escravo. Tais ações aumentam a tensão econômica entre as duas nações.
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