- Lula da Silva e Volodymyr Zelensky se reuniram em Évian, França, à margem da cúpula do G7, para tratar de caminhos para encerrar a guerra.
- Zelensky elogiou o encontro, destacando discussões sobre abordagens diplomáticas e acordando contatos futuros.
- Lula informou sobre a postura da sociedade russa e sobre a interação com os EUA e outros parceiros, reforçando a busca por solução negociada.
- O histórico entre os dois presidentes já incluiu encontro na Assembleia Geral, em Nova York, no ano passado, com ênfase em cessar-fogo e diálogo direto.
- Kiev afirma que, em maio, recuperou mais território do que perdeu, enquanto os aliados do G7 discutem maior pressão econômica sobre a Rússia e apoio à defesa de Kiev.
Em Évian, na França, Lula da Silva e Volodymyr Zelensky se reuniram nesta quarta-feira, 16, à margem da cúpula do G7. O encontro teve como foco buscar caminhos para encerrar a guerra iniciada pela Rússia, segundo comunicação divulgada por Zelensky.
O presidente ucraniano elogiou o encontro, destacando a busca por abordagens diplomáticas e o interesse em manter contatos futuros entre Kiev e Brasília. Zelensky informou que discutiram a postura da sociedade russa e a interação com parceiros ocidentais, incluindo os EUA.
Contexto da reunião
No ano passado, Lula e Zelensky já haviam se encontrado durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, quando o brasileiro manifestou apoio a uma solução negociada para o conflito e rejeitou saída militar. O Governo brasileiro enfatizou que não há viável saída militar e defendeu o papel da ONU em mediação.
Panorama da guerra e diplomacia
Durante a cúpula do G7, aliados discutiram ampliar sanções sobre gás e petróleo russos, além de manter apoio à Ucrânia com defesa antiaérea e recursos para proteger o território. Fontes diplomáticas destacaram que o objetivo é sustentar pressão internacional até uma solução negociada.
Avanços no campo de batalha
Dados de Kiev apontam recuperação de território pela Ucrânia em maio, com relatório de que a linha de frente registrou ganhos líquidos, interrompendo uma sequência de avanços russos. Autoridades ucranianas atribuem os movimentos a estratégias de enfraquecimento logístico do adversário.
Perspectivas de mediação
O chanceler ucraniano afirmou que o Brasil pode desempenhar papel mais ativo no esforço de paz, citando contatos entre representantes de Kiev e Moscou realizados anteriormente em Istambul. As autoridades brasileiras não anunciaram etapas específicas, mantendo o tom de diálogo e cooperação.
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