- Macron recebeu Donald Trump em Versalhes para celebrar 250 anos da independência dos EUA, em jantar que acompanhou a cúpula do G7 em Évian-les-Bains.
- O jantar foi apresentado como uma homenagem à participação da França no processo de independência norte-americana.
- O protocolo incluiu desembarque no aeroporto de Orly, comboio de cerca de sessenta veículos e passagem pelo Salão dos Espelhos e pela Capela Real, além da exposição Versalhes e os Estados Unidos.
- Versalhes é usado por Macron como vitrine diplomática desde o início do mandato, já recebendo líderes como Putin, Naruhito e Charles III, buscando influenciar negociações internacionais.
- A receptão gerou polarização na França: parte da oposição criticou a ostentação, enquanto outros intérpretes veem a cerimônia como parte da diplomacia e dos interesses nacionais.
Em uma demonstração de diplomacia simbólica, o presidente da França, Emmanuel Macron, recebeu o presidente dos EUA, Donald Trump, nesta quarta-feira em Versalhes. O jantar ocorreu após a cúpula do G7 em Évian-les-Bains e celebra os 250 anos da independência americana.
O encontro acontece no Palácio de Versalhes, conhecido por sua dimensão histórica e política. Macron usou o local para ampliar o diálogo com aliados e promover a imagem da França no cenário internacional.
O governo francês destacou que o jantar não foi apenas festivo, mas uma oportunidade de reforçar relações bilaterais, especialmente em meio a tensões na agenda global. Trump chegou a Versalhes em comboio de alto padrão de segurança.
O protocolo inclui uma visita aos espaços emblemáticos do palácio, como o Salão dos Espelhos, antes do jantar previsto para as 19h45. O roteiro também contemplou a exposição Versalhes e os Estados Unidos.
A solenidade buscou associar o legado histórico francês à relação com os EUA, destacando a participação francesa na independência americana. Versalhes já foi palco de encontros anteriores entre líderes globais.
Macron explicou, em entrevista, que o encontro celebra a amizade entre os países e reconhece o papel da França no processo histórico que levou à independência americana.
A organização do evento manteve um tom contido, sem o habitual show de fogos de artifício ou grande espetáculo, mantendo o foco na diplomacia e na comunicação entre as lideranças.
A reception gerou discussões políticas na França, com críticas de setores de oposição sobre o tamanho da celebração diante de um chefe de Estado controverso. Aliados de Macron defenderam a escolha como ferramenta diplomática.
Entre na conversa da comunidade