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Museu do Louvre, sob crises, está no limite, diz novo presidente

Presidente do Louvre diz que museu está no limite, enfrentando barreira de investimentos, após furtos, falhas de segurança e obras paralisadas

Turistas caminham nos arredores do Louvre, Paris. 05/06/2021
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  • O Museu do Louvre afirmou estar no limite e enfrentar uma barreira de investimentos, segundo o novo presidente, Christophe Leribault.
  • Crise causada pelo roubo de joias no ano passado, com denúncias de fraude na venda de ingressos, paralisações e problemas estruturais.
  • Incidentes incluíram vazamento que atingiu ala com pinturas italianas dos séculos XV e XVI e fechamento de galeria com cerâmica grega antiga por deterioração.
  • Comissão parlamentar concluiu que a segurança já era precária antes do roubo e foi deixada em segundo plano, para atender a projeção e a influência do museu.
  • O Louvre recebe cerca de nove milhões de visitantes por ano e precisa de melhorias na segurança e na manutenção.

O Museu do Louvre vive uma crise prolongada, abalado por incidentes e sinais de deterioração estrutural. O museu, alvo de um roubo de joias no ano passado, enfrenta agora uma “barreira de investimentos” que pode comprometer sua capacidade de modernização e segurança, afirmou o novo presidente Christophe Leribault durante uma comissão do Senado francês. O Louvre é localizado em Paris.

Leribault, historiador da arte que comandou o Palácio de Versalhes, foi nomeado para liderar o Louvre em fevereiro deste ano, com foco em elevar a segurança e atualizar a infraestrutura. Em sua avaliação, o museu está em uma encruzilhada e as urgências no edifício se acumulam, evidenciando entraves financeiros.

A instituição tem enfrentado uma sequência de crises desde o roubo de peças avaliadas em mais de 100 milhões de dólares, o que levou a questionamentos sobre a gestão de segurança. Também houve denúncias de fraude na venda de ingressos, paralisação de trabalhadores e problemas estruturais no edifício.

Crises e contexto

Poucos detalhes foram apresentados, porém, o relato aponta que falhas de proteção eram conhecidas antes do roubo de outubro de 2025 e teriam sido tratadas como menos prioritárias. Segundo o relator Alexis Corbière, a administração priorizou objetivos de projeção e influência, segundo relatos aos parlamentares.

Parlamentares destacaram que o Louvre recebe cerca de 9 milhões de visitantes por ano e que as deficiências de segurança teriam sido ignoradas em prol de operações mais visíveis. Em relatório anterior, o Tribunal de Contas francês chegou à conclusão similar, ressaltando a negligência relativa à segurança e à manutenção em favor de ações de alto impacto.

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