- A prefeitura de Colina, região metropolitana de Santiago, gastou US$ 13 milhões na compra de álbuns e figurinhas da Copa do Mundo de 2026.
- A aquisição incluiu ao menos 1.700 álbuns e 47.600 figurinhas, vendidas como apoio a atividades recreativas e educacionais.
- A ONG Fundação América Transparente acusa que a compra foi dividida em duas etapas para escapar de licitação pública.
- A manobra envolve o uso das chamadas compras ágeis, que têm teto de cerca de US$ 7 milhões, parâmetro ter sido usado de forma a evitar competição.
- A prefeitura sustenta que a compra visa fortalecer convivência escolar e bem-estar de 12 mil estudantes, com participação de um único fornecedor nos dois pedidos.
A prefeitura de Colina, na Região Metropolitana de Santiago, gastou US$ 13 milhões na compra de álbuns e figurinhas da Copa do Mundo de 2026, para uso em atividades recreativas e educacionais. A aquisição, realizada no Chile, seria para atender 12 mil estudantes, segundo a prefeitura.
A denúncia é feita pela ONG Fundação América Transparente, que afirma ter identificado a manobra de evitar licitação pública. Conforme a entidade, a aquisição foi dividida em duas compras idênticas com o objetivo de manter o valor abaixo do teto permitido sem licitação.
Segundo a legislação chilena, compras ágeis permitem aquisições até 100 UTM. Com a UTM acima de US$ 71 mil desde junho de 2026, o limite passa a pouco mais de US$ 7 milhões. Assim, a divisão da compra visaria contornar o processo licitatório, aponta a ONG.
A denúncia aponta que 1.700 álbuns e 47.600 figurinhas teriam sido comprados pelo setor público. A mesma denúncia indica que o mesmo fornecedor—Grupo Tradenix SpA—venceu as duas compras, sugerindo favorecimento. A prefeitura, em nota, afirmou que o objetivo foi promover convivência escolar e bem-estar.
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