- Québec lidera mundialmente em mortes medicamente assistidas, respondendo por oito por cento de todas as mortes nesse formato.
- A província registra a maior taxa do planeta; em Lanaudière, a taxa é de treze vírgula quatro por cento.
- Em termos nacionais, aproximadamente cinco por cento das mortes no Canadá são por morte assistida.
- O novo Centro de Cuidados Paliativos e de Fim de Vida em Saint-Charles-Borromée abriga um quarto para morte assistida e foi financiado por doadores privados, com apoio público.
- A legislação de Québec de dois mil e vinte e três obrigou centros de cuidados paliativos a incluir a morte assistida entre seus serviços, acelerando a expansão na região.
Québec se tornou o líder mundial em morte assistida, respondendo por 8% de todas as óbitos do tipo no mundo, segundo fontes locais. A prática ganhou velocidade desde a legalização, em 2014, e se tornou parte do sistema público de saúde da província.
A taxa é ainda mais alta em Lanaudière, região ao nordeste de Montréal, onde 13,4% das mortes são por morte assistida. Em toda Québec, a média é de 7,9% e o país registra números variáveis conforme a jurisdição.
Em Saint-Charles-Borromée, um centro de cuidados paliativos surgiu com apoio privado e gestão pública. Um quarto específico é dedicado à morte assistida, integrado a um complexo já voltado a fim de vida e paliatividade.
Contexto e impactos sociais
Desde 2015, Québec consolidou um modelo de morte assistida alinhado ao seu sistema de saúde, com debates públicos prolongados que contribuíram para o consenso atual. A autonomia individual sobre a própria morte é considerada central pela maioria da população.
Médico que atua em Lanaudière relata ter administrado 662 mortes assistidas desde 2017. A prática é comum entre pacientes com doenças graves e dor intensa, especialmente entre idosos com câncer em estágio avançado.
O papel do centro em Lanaudière
O novo Centro de Cuidados Paliativos e de Fim de Vida em Saint-Charles-Borromée funciona com supervisão de três funcionários que recebem as solicitações da região. Desde a inauguração, mais de 300 pacientes morreram no local.
A instituição recebeu doações para a construção, incluindo madeira avaliada em cerca de 73 mil dólares, de um empresário local. O objetivo é oferecer um espaço onde a morte assistida seja planejada com dignidade e respeito.
Doador-chave afirma que o centro pode tornar a região mais atrativa economicamente, facilitando a atração de trabalhadores e completando a rede pública com serviços de fim de vida. O centro afirma que a abordagem é tranquila e acolhedora para quem já escolheu esse caminho.
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