- O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, elogiou o acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã, dizendo que ele oferece a oportunidade de impedir que Teerã desenvolva armas nucleares e que aumenta a segurança global.
- O acordo foi fechado no domingo e deverá ser assinado formalmente na sexta-feira, na Suíça, abrindo 60 dias de negociações para encerrar a guerra e impor limites mais rígidos ao programa nuclear iraniano.
- O Irã receberá incentivos financeiros, incluindo o direito de vender petróleo, acesso a um fundo de desenvolvimento de US$ 300 bilhões e acesso eventual aos ativos congelados.
- Rutte destacou que a reabertura do Estreito de Ormuz é um passo significativo e disse que aliados da Otan poderiam apoiar a livre passagem pela rota, se útil.
- Em Bruxelas, espera-se que ministros da Defesa discutam dissuasão nuclear e que os EUA pressionem a Europa a assumir uma parcela maior dos encargos militares da aliança, enquanto há sinais de cortes de recursos.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que o acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã cria uma oportunidade para impedir o desenvolvimento de armas nucleares por Teerã e melhorar a segurança global. A declaração ocorreu após o anúncio do acordo, que envolve 60 dias de negociações para reduzir a guerra e impor limites ao programa nuclear iraniano.
Segundo a versão final do pacto, o Irã deverá receber incentivos financeiros amplos, incluindo o direito imediato de vender petróleo, acesso a um fundo de desenvolvimento de US$ 300 bilhões e chance de liberar ativos congelados ao longo do tempo. O objetivo é conter a corrida nuclear e reduzir tensões regionais.
Rutte disse a repórteres em Bruxelas que a medida representa um passo relevante para frear a ameaça nuclear iraniana e melhorar a estabilidade internacional. A reabertura do Estreito de Ormuz também foi citada como avanço significativo para a livre passagem de cargas, dependentes da cooperação entre aliados.
A Otan aguarda a assinatura formal do acordo na sexta-feira, na Suíça, e as negociações seguirão por 60 dias. A cúpula da aliança acontece em Ancara no mês seguinte, com ministros da Defesa discutindo a dissuasão nuclear e a participação europeia nos encargos militares adotados pelos EUA.
O chefe da Otan enfatizou que o apoio norte-americano permanece firme, ressaltando o compromisso com a dissuasão nuclear. Em Bruxelas, ministros devem debater ainda a alocação de recursos militares entre aliados e a possível redução de tropas dos EUA em bases no exterior.
Rutte afirmou que a cooperação com Washington não está prejudicada, mesmo diante de adaptações na distribuição de recursos da aliança. Ele frisou que os EUA mantêm o compromisso com a Otan e com a dissuasão nuclear, segundo a leitura apresentada aos parceiros europeus.
Do lado europeu, os aliados preparam respostas a cortes de recursos militares dos EUA, com estratégias para identificar ativos ainda não declarados à Otan e alinhar o equipamento disponível a uma eventual crise estrutural na aliança. A imprensa econômica acompanha as possíveis reações do mercado.
O acordo, ainda a ser consolidado, envolve etapas de implementação que devem ser monitoradas por favorecedores e críticos. As autoridades brasileiras não foram citadas no conteúdo divulgado, que se concentra em declarações de representantes da Otan e de autoridades dos EUA.
Conforme anunciado, a imprensa continuará acompanhando a evolução do cessar-fogo, os desdobramentos nas negociações com o Irã e as implicações para a segurança internacional. Novos pronunciamentos oficiais devem surgir à medida que o tratado avançar.
Entre na conversa da comunidade