- Por 55% dos votos, suíços rejeitaram a proposta do Partido Popular Suíço de limitar a população a 10 milhões até 2050.
- A medida poderia gerar conflito com a União Europeia e exigir revisão de acordos no espaço Schengen.
- Atualmente, a Suíça tem pouco mais de nove milhões de habitantes; 31% não nasceram no país e 39% dos fundadores de novas empresas são estrangeiros.
- Um estudo da BAK Economics estima que revogar os tratados com a UE reduziria o PIB entre 2028 e 2045, em cerca de 7,1 pontos percentuais.
- O resultado mostra o debate sobre imigração frente ao envelhecimento da população, com a importação de trabalhadores sendo a saída considerada mais viável do ponto de vista econômico.
A Suíça rejeitou, por 55% dos votos, uma proposta do Partido Popular Suíço (SVP) que limitava a população do país a 10 milhões de habitantes até 2050. O plebiscito ocorreu recentemente no país, em meio a debates sobre imigração e integração com a União Europeia. A decisão mantém o status quo e preserva compromissos econômicos já firmados.
A proposta defendia controles migratórios mais rígidos à medida que a população se aproximasse de 10 milhões. A adoção implicaria renegociar acordos com a UE, uma vez que a Suíça integra o Espaço Schengen. A hipótese geraria, segundo cálculos, tensões com a cooperação econômica vigente.
Contexto demográfico e econômico
Hoje, pouco mais de 9 milhões residem na Suíça, com 31% de estrangeiros entre os moradores. Cerca de 39% dos fundadores de novas empresas são estrangeiros. Dados apontam que políticas de restrição teriam impacto direto na força de trabalho qualificada.
Impactos estimados
Um estudo da BAK Economics estimou que a revogação dos tratados com a UE reduziria o PIB em 7,1 pontos percentuais entre 2028 e 2045. Além disso, cortes de investimentos poderiam ocorrer ainda antes, diante de incertezas regulatórias.
Implicações futuras
A decisão foi recebida como reflexo de maturidade diante de desafios demográficos. Especialistas destacam que importação de trabalhadores qualificados tem sido resposta comum em países com queda de fecundidade, condicionada por medidas de integração e cooperação com a UE. O discurso xenófobo não é visto como solução viável para o desenvolvimento econômico.
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