- Trump assinou um memorando provisório para encerrar a guerra com o Irã e abrir o Estreito de Ormuz, com alívio imediato de sanções ao petróleo iraniano e a ideia de reabrir o estreito rapidamente.
- O documento foi assinado digitalmente e está em vigor; Trump afirmou ter assinado no Palácio de Versalhes, na França, durante jantar com o presidente francês Emmanuel Macron, com a assinatura realizada por autoridades americanas e iranianas.
- O texto prevê que questões nucleares e ganhos financeiros adicionais para o Irã serão discutidos depois, e que as disputas mais espinhosas ficariam para conversas futuras em sessenta dias.
- Aliados republicanos criticaram o memorando, dizendo que ele concede demais ao Irã e questionando se haverá desmantelamento verificável do programa nuclear.
- A resposta dos mercados foi de alívio para o setor de energia, com o Brent abaixo de setenta e nove dólares por barril, enquanto a incerteza sobre cumprimento e sanções persiste.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um acordo provisório com o Irã durante uma visita internacional. O ato ocorreu no palácio de Versalhes, na França, após jantar com o presidente francês Emmanuel Macron. O memorando de entendimento visa abrir caminho para a reabertura rápida do Estreito de Ormuz e encerramento de tensões.
O texto, assinado digitalmente no fim de semana, teve Trump como testemunha, segundo autoridades. O Irã foi representado pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e pelo vice-presidente dos EUA, JD Vance, também participaram as conversas com o Irã. Na quarta-feira, houve nova assinatura com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian.
Segundo um rascunho visto pela Bloomberg News, a reabertura do estreito ocorreria em curto prazo, após meses de fechamento que elevou preços globais de energia. O memorando também prevê isenções imediatas de sanções sobre o petróleo iraniano.
Detalhes do acordo
As negociações subsequentes deverão tratar de questões nucleares e de benefícios adicionais ao Irã, conforme apontado por autoridades. Com o acordo em vigor, o foco passa a ser o retorno de navios ao tráfego pelo estreito, hoje reduzido por bloqueios.
Algumas sanções e disputas sobre estoques de urânio enriquecido ficarão para um período de 60 dias de conversas futuras, segundo o texto. Trump afirmou que os 60 dias não são rígidos, desde que o Irã se comporte.
Reação e desdobramentos
Entre aliados de Washington, houve críticas ao memorando. Senadores republicanos disseram que o acordo pode favorecer o Irã, com debates sobre o desmantelamento verificado do programa nuclear ainda pendentes. Alguns defenderam uma abordagem mais firme.
Analistas ressaltam que o acordo troca a reabertura do estreito por alívio econômico ao Irã. Firmas de transporte marítimo devem retomar parte dos serviços que haviam parado, com impactos no fluxo de petróleo.
Contexto e próximos passos
O anúncio ocorre em meio a pressões internas por parte de críticos que apontam para riscos de concessões. Enquanto o Irã mantém o programa nuclear como foco de futuras negociações, autoridades dos EUA ressaltam que não haverá uso de dinheiro do governo americano no plano.
O governo americano sinaliza que pode devolver ativos iranianos congelados no futuro, desde que haja comportamento adequado por parte de Teerã. A confirmação oficial de atos práticos no estreito ainda depende de implementações futuras.
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