- Trump, à margem da cúpula do G7, pediu a Netanyahu que seja mais responsável com o Líbano e sugeriu que a Síria assuma atuação contra o Hezbollah.
- O presidente dos EUA sinalizou a possibilidade de impor novas sanções ao petróleo da Rússia, citando o papel do recurso para financiar a invasão da Ucrânia.
- O chanceler do Irã condicionou o cessar-fogo à retirada israelense do território libanês, afirmando que sem isso o conflito não terá fim completo.
- O comando central do Irã prometeu resposta dura a uma ofensiva israelense no Líbano e acusa Israel de violar o cessar-fogo 84 vezes desde 15 de junho.
- Analistas destacam que as pressões de Trump refletem dificuldades nas negociações russo-ucranianas e ressaltam riscos de envolvimento sírio e de Hezbollah no conflito regional.
O presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou a pressão sobre Israel e a Rússia na véspera de um cessar-fogo com o Irã. Em Évian-les-Bains, durante a cúpula do G7, pediu que Israel seja mais responsável com o Líbano e sugeriu que a Síria assuma o papel de combater o Hezbollah.
Trump também sinalizou novas sanções ao petróleo russo, argumentando que Moscou usa o combustível para financiar a invasão da Ucrânia. Disse que o petróleo já passa pelo Estreito de Ormuz, onde circula grande parte da produção mundial.
O chanceler iraniano Abbas Araghchi condicionou o acordo de trégua à retirada das forças de Israel do território libanês. O Irã, por meio de discursos oficiais, prometeu resposta contundente caso haja violação do cessar-fogo.
Reação regional e avaliação acadêmica
O Comando Central do Exército do Irã classificou a defesa do território libanês como prioridade e prometeu retaliação se Israel mantiver ações no sul do Líbano. Autores consultados veem o episódio como indicativo de tensão crescente entre EUA, Irã e aliados na região.
Especialistas destacam que a flexibilização de posições de Trump pode refletir dificuldade de Washington em negociar com Moscou. A relação entre EUA e Israel também apresenta rupturas, com impactos sobre a condução de políticas no Oriente Médio.
Kobi Michael,analista israelense, afirmou que propor que a Síria enfrente o Hezbollah é arriscado e pode agravar conflitos. A visão é de que a intervenção síria não geraria vantagem estratégica para Tel Aviv nem para o Líbano.
Agradecimentos ao Irã
O Hezbollah, aliado do Irã, agradeceu a inclusão da suspensão de ataques de Israel no acordo de cessar-fogo. Em nota, o secretário-geral do grupo afirmou que o Irã contribuiu para a defesa do Hezbollah e do povo libanês.
Cartunista russo assassinado na Polônia
Um cartunista russo crítico a Vladimir Putin foi morto a tiros no leste da Polônia, em Biała Podlaska. Dois cidadãos bielorrussos foram detidos próximo ao consulado do seu país. A investigação foi aberta pelas autoridades locais.
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