- O acordo prevê fim imediato dos combates de ambas as partes, incluindo no Líbano, assim que o MOU for assinado.
- O Irã admite que o estoque de urânio com enriquecimento será destruído (diluído) no próprio território, sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica.
- O alívio de sanções está atrelado ao acordo nuclear; não haverá remoção ampla apenas com a assinatura.
- Haverá waivers (isenções) para exportação de petróleo iraniano, derivados e serviços bancários imediatamente após a assinatura do MOU.
- O estreito de Hormuz deverá ter tráfego de navios restaurado sem tarifas em até trinta dias, com janela de sessenta dias para negociar o acordo final.
O anúncio preliminar de um memorando de entendimento entre Washington e Teerã busca encerrar um conflito de 110 dias, com impacto na economia global e várias vidas. Oficiais dos EUA leram o conteúdo aos jornalistas, antes de uma assinatura formal esperada nos próximos dias. O acordo permite 60 dias para negociações adicionais antes de um acordo final.
Aaimanadas serão usadas para descrever o acordo: fim imediato do combate em todos os frontes, incluindo no Líbano, sob condição de que o Irã contenha Hezbollah. Israel manteria o direito de reação caso haja ataques, segundo fontes envolvidas. O texto também prevê que o Irã destrua seu estoque de urânio enriquecido por meio de diluição supervisionada pela IAEA.
Ponto de ligação entre sanções e nuclear
As sanções devem ser removidas apenas conforme um cronograma acordado, ligado ao avanço nas questões nucleares. A revogação total ocorre gradualmente, com a relação entre o cumprimento nuclear e o alívio de sanções explicitamente integrada no texto.
Despacho sobre petróleo e finanças
O Irã receberá uma exceção limitada: waivers do Departamento do Tesouro americano para exportação de petróleo, derivados e serviços bancários associados, no momento da assinatura. A medida busca reduzir subsídio e maior transparência sobre o destino do petróleo iraniano.
Tráfego no estreito de Hormuz e retomada de operação
O Irã deverá assegurar tráfego sem tarifas pelo estreito de Hormuz por pelo menos 60 dias, com a restauração total em até 30 dias. Estados da região devem concordar com esse arranjo, segundo os oficiais.
Uso de ativos congelados
A liberação de fundos iranianos fica condicionada à implementação efetiva do acordo, não apenas à assinatura. Recursos podem compensar beneficiários designados pelo banco central iraniano após a implementação.
Prazo e possibilidade de ruptura
Ambas as partes têm 60 dias para negociar o acordo final, com extensão possível por acordo mútuo. Caso as negociações fracassem, autoridades sinalizam possibilidade de intensificação de medidas econômicas.
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