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Vistos negados a equipe da Umoja, de Kampala, impedem participação na Basel

Equipe da Umoja Art Gallery, de Kampala, teve vistos negados, impedindo participação na Africa Basel; estande vazio com aviso sobre barreiras administrativas

Umoja Art Gallery in Kampala, Uganda.
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  • Equipe da Umoja Art Gallery, com base em Kampala, Uganda, teve vistos de entrada na Suíça negados na semana anterior à abertura da Africa Basel, em 17 de junho.
  • O estande da galeria permaneceu vazio, com um cartaz explicando que a participação está impossível devido à negativa de vistos; as obras seguem sendo enviadas para Basel.
  • Africa Basel, na sua edição inaugural, reúne dezenove galerias internacionais que promovem artistas africanos e da diáspora.
  • Um dos artistas previsto para apresentar é Makano, congolês nascido em 2000, com trabalho que aborda governos corruptos e sociedade.
  • O representante da galeria, John Hillary Balyejusa, informou que levaram dois meses tentando obter vistos sem sucesso e sugeriu possível impacto de fatores como o surto de Ebola na região.

Dois meses de preparação, uma viagem interrompida. A equipe da Umoja Art Gallery, de Kampala, Uganda, teve as vistos suíços negados na semana anterior à abertura da Africa Basel, marcada para 17 de junho. A decisão impediu a participação da galeria no evento, criado para promover artistas africanos e da diáspora africana.

Segundo a imprensa especializada, a galeria mantém um stand vazio na Africa Basel, com um cartaz explicando que a participação permanece impossível diante da negação de vistos. O espaço não exibe obras, que estão sendo enviadas para Basel. A nota destaca que fronteiras físicas e barreiras administrativas limitam vozes presentes.

A Africa Basel, primeira edição ocorreu no ano passado e reúne 19 galeras internacionais. O evento vem após a Art Basel, em Suíça, e foca em artistas africanos e de sua diáspora na galeria global. A edição atual amplia para 19 expositores.

Desdobramentos e contexto

A Umoja Art Gallery foi aberta em 2011 e representa mais de duas dezenas de artistas emergentes e já estabelecidos. Desde 2025, a galeria também apoia um programa de residência artística. Makano, artista congolês nascido em 2000 e radicado em Kampala, estava entre os nomes previstos para a mostra.

John Hillary Balyejusa, que deveria viajar de Kampala a Basel para representar a galeria, explicou à Art Newspaper que ele e a equipe tentaram obter os vistos por dois meses sem sucesso. Há especulações de que o atraso esteja ligado ao atual surto de Ebola na África oriental e central, ainda que o epicentro seja a República Democrática do Congo.

O cartaz na cabine vazia da Umoja ressalta a distância entre a ideia de um ecossistema artístico global e a realidade de quem tenta participar a partir de locais menos acessíveis. O texto enfatiza que a circulação de pessoas, ideias e culturas sustenta o intercâmbio artístico, mas nem todos usufruem da mesma liberdade de participação.

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