- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com Volodymyr Zelensky, à margem da cúpula do G7 em Évian, para tratar de perspectivas de paz com a Rússia.
- Zelensky informou ter apresentado ideias sobre potenciais caminhos diplomáticos para encerrar o conflito.
- O presidente ucraniano disse ter discutido atitudes reais na sociedade russa em relação à guerra e contatos diplomáticos com os Estados Unidos e outros parceiros.
- A Ucrânia tem intensificado ataques a alvos em regiões russas, buscando levar a guerra ao território inimigo para pressionar a população russa.
- Zelensky e Lula concordaram em manter contatos adicionais, sem detalhar quando ocorreriam novas conversas.
O presidente Volodymyr Zelenski, da Ucrânia, reuniu-se nesta quarta-feira (17) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à margem da cúpula do G7, em Évian, na França. O objetivo foi discutir perspectivas diplomáticas para encerrar o conflito com a Rússia.
Lula informou, no encontro, sobre as atitudes na sociedade russa em relação à guerra e sobre contatos diplomáticos com os Estados Unidos e outros parceiros. O relato foi feito por Zelenski nas redes sociais, sem detalhes sobre o que foi exatamente discutido.
Zelenski afirmou ter apresentado, de forma confidencial, pesquisas internas atribuídas ao Kremlin que apontariam queda no apoio popular à liderança de Vladimir Putin e à invasão da Ucrânia. A reportagem não verifica a veracidade dessas informações.
O conflito tem sido marcado por ataques ucranianos a alvos situados em regiões russas, com o objetivo de pressionar Moscou e estimular a rejeição interna à guerra. O governo ucraniano descreve essas ações como parte de sua estratégia militar.
Segundo o presidente ucraniano, Zelenski, houve acordo para manter contatos adicionais com Lula, sem que sejam divulgados prazos ou modalidades dessas futuras conversas. A informação foi divulgada sem detalhes operacionais.
A história diplomática envolve ainda o histórico de Lula, que já defendeu a via diplomática para encerrar o conflito, e propostas anteriores de Kyiv consideradas inadequadas pelos ucranianos. O texto não atribui novas propostas específicas ao presidente brasileiro.
As informações apontam para uma tentativa de cooperação internacional com países que mantêm relação próxima ao Kremlin, buscando influenciar Putin a encerrar a agressão. Não há confirmação de resultados imediatos.
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