- A agência de energia atômica da ONU saudou o acordo provisório de paz entre EUA e Irã e afirmou que participará de discussões técnicas para implementá-lo.
- O diretor-geral da Aiea, Rafael Grossi, disse que “agora começa o trabalho técnico” para detalhar medidas a adotar.
- O acordo de 14 pontos estende por mais 60 dias o cessar-fogo, incluindo o Líbano, para que as partes negociem uma trégua definitiva.
- O memorando foi assinado digitalmente em inglês e persa por Trump e pelo presidente iraniano Masoud Pezeshkian; o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que já entrou em vigor.
- Grossi destacou que a atuação da Aiea dependerá das disposições finais e que as negociações técnicas buscarão especificar os princípios do texto.
A agência nuclear da ONU reagiu ao acordo provisório de paz assinado entre os EUA e o Irã nesta semana. O comunicado reforça que a AIEA passará a participar das discussões técnicas para implementar o entendimento.
O acordo, de 14 pontos, foi assinado na noite de quarta-feira e amplia por 60 dias o cessar-fogo em vigor desde abril, inclusive no Líbano. As partes negociam uma trégua definitiva, com supervisão da AIEA.
Segundo autoridades dos EUA e do Irã, Trump e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, assinaram digitalmente o memorando em inglês e persa. O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que o acordo entrou em vigor na última quarta-feira.
AIEA ficará responsável por definir métricas de verificação e acompanhamento do conteúdo do acordo, conforme declaração de Grossi. A agência adaptará seu trabalho às futuras disposições do texto.
Ação técnica da AIEA
Grossi ressaltou a importância da supervisão da agência para o cumprimento das medidas acordadas. Ele afirmou que o ritmo das negociações técnicas dependerá das definições finais do acordo.
Em fevereiro, negociações em Genebra não avançaram; mediadores disseram ter ocorrido progresso, mas novas conversas técnicas estavam previstas em Viena. Neste contexto, ataques regionais envolvendo EUA e Israel intensificaram tensões.
O diretor-geral destacou a janela de oportunidade criada pelo pacto e pediu aproveitamento. O objetivo é avançar com medidas concretas que emerjam do entendimento entre as partes.
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