- O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, anunciou rompimento de todo contato com a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, por alegadas comparações ao apartheid durante visita ao México.
- Saar afirmou, em redes sociais, que Kallas teria comparado o tratamento aos palestinos com o regime do apartheid e exigiu retratação.
- Kallas respondeu pelo X destacando a importância do diálogo e sinalizando disposição de manter relações, sem comentar diretamente as acusações.
- A União Europeia tem criticado a expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia; em maio, sancionou pessoas e entidades por violações de direitos humanos, decisão rejeitada por Israel.
- Kallas reiterou que a solução de dois estados continua sendo o caminho para a paz, e a UE manteve sua posição sobre os assentamentos.
O chanceler israelense, Gideon Saar, rompeu contatos com a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, nesta quinta-feira (18). O motivo declarado foi uma suposta comparação de Israel com o regime de apartheid na África do Sul, feita durante visita ao México no mês anterior. Saar anunciou o rompimento até que haja retratação.
Em rede social, Saar publicou que Kallas teria feito a comparação, citando uma reportagem da Euractiv sobre a visita a México. Ele compartilhou ainda conteúdos de outras contas que mencionavam a matéria. Alega, assim, violação de princípios diplomáticos.
Kallas rebateu, sem tratar diretamente das acusações, enfatizando a importância do diálogo. Disse que a UE mantém laços com Israel e está aberta a continuidade do relacionamento de forma respeitosa e construtiva, com a base no diálogo entre as partes.
Reação da UE e posição institucional
A UE tem criticado a expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia, considerada por muitos como ilegal e obstáculo à paz. O bloco já sancionou, em maio, pessoas e entidades associadas a violações de direitos humanos na região.
Ao mesmo tempo, a UE reiterou apoio ao direito de Israel de se defender na guerra em Gaza, com divergências internas entre os 27 membros. A posição do bloco aponta para uma solução de dois Estados como objetivo de longo prazo.
Saar afirmou que Kallas age de forma obsessiva e injusta em relação a Israel, segundo suas publicações. A UE afirmou que manterá o diálogo com Israel e que a solução de dois estados continua sendo o caminho viável para a paz.
Kallas reforçou, em comentários subsequentes, que o objetivo é aumentar as chances de paz no Oriente Médio por meio de negociações entre as partes. A dirigente europeia destacou que a UE condena assentamentos ilegais na Cisjordânia como parte de sua posição.
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