- O segundo turno será neste domingo, dia 21, entre Iván Cepeda, de esquerda, aliado do presidente Gustavo Petro, e Abelardo De La Espriella, da extrema direita apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
- No primeiro turno, Espriella liderou com vantagem de 673 mil votos em um universo de mais de 41 milhões de eleitores.
- O comparecimento foi de 57% do total de eleitores aptos, já que o voto não é obrigatório.
- O resultado pode influenciar a correlação de forças na América do Sul e a relação com a política da Casa Branca.
- Paloma Valencia, terceira colocada, apoiou Espriella, enquanto Cepeda representa a continuidade do Pacto Histórico.
O segundo turno da eleição presidencial na Colômbia acontece neste domingo, entre Iván Cepeda, da esquerda, aliado de Gustavo Petro, e Abelardo De La Espriella, da direita radical com apoio de Donald Trump. A votaçao ocorre apenas seis dias após o primeiro turno, em 31 de maio.
No primeiro turno, Espriella liderou com vantagem de cerca de 673 mil votos em um universo de mais de 41 milhões de eleitores. O modelo de participação segue como não obrigatória, somando 57% de comparecimento. O resultado influencia o cenário político sul-americano.
O tema central envolve a aliança regional e o peso de uma eventual vitória de Espriella, que poderia ampliar a presença de políticas alinhadas a Washington. Analistas destacam impactos possíveis sobre alianças e agendas de cooperação regional.
Cepeda, senado em terceiro mandato, representa o legado do Pacto Histórico, primeira coalizão de esquerda governando a Colômbia. Sua candidatura busca dar continuidade a um ciclo de reformas iniciadas no governo Petro.
Espriella é um advogado de alto perfil que ganhou apoio público de Trump. Em proposta, defende aproximação maior com a Casa Branca e com Israel, adotando retórica de firmeza contra drogas e migração.
A conjuntura ocorre em meio a décadas de conflito armado e violência política no país. O governo atual tem enfrentado críticas pela condução de iniciativas de paz e pela implementação da chamada Paz Total.
Dados econômicos recentes indicam estabilidade relativa, com crescimento salarial e reformas que ampliaram direitos para trabalhadores e aposentados. O país tem 53 milhões de habitantes, o segundo mais populoso da região.
Cenário internacional
A eleição atual pode redefinir relações da Colômbia com vizinhos e parceiros, influenciando alinhamentos na América Latina. Analista ouvidos pela Agência Brasil discutem como o desfecho pode ressoar em acordos e pressões externas.
Espriella recebeu apoio de parte do eleitorado que terminou o primeiro turno com Paloma Valencia, terceira colocada. A soma de votos das legendas de centro pode identificar o peso relativo de cada candidato.
Especialistas lembram que o resultado depende de mobilização de eleitores que buscaram direita mais moderada no primeiro turno, além de fatores como cobertura de eventos esportivos e agendas locais.
Histórico dos candidatos
Cepeda, filósofo e defensor dos direitos humanos, é filho de Manuel Cepeda Vargas, assassinado em 1994. O candidato busca manter um elo com a tradição de esquerda representada pelo histórico nacional.
Espriella, empresário e advogado, tornou-se figura pública com uma imagem de outsider. O posicionamento favorável a Trump o coloca no espectro da direita latino-americana, segundo analistas.
Entre na conversa da comunidade